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terça-feira, 26 de maio de 2026


MAS EM NADA TENHO A MINHA VIDA POR PRECIOSA...

Na minha história de vida tive várias tias, porém uma delas chamada Maria Gomes Caitano, também conhecida como Babá, era irmã do meu saudoso pai. À medida que fui crescendo, descobri que ela trabalhava na Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro. Era enfermeira e, além de se dedicar ao seu ofício, levava uma vida alegre, leve e solta com as suas colegas de trabalho e familiares. Sua juventude, através do meu olhar de sobrinho, era plenamente feliz.

No início dos anos setenta, eram os tempos da Jovem Guarda no Brasil, representada por um grupo de jovens que eram idolatrados com suas canções de rock e “iê-iê-iê” (vertente melódica inspirada nos Beatles) e que fizeram um enorme sucesso. Lançaram a moda de uma camisa quadriculada com gola dupla que, para os padrões locais, era linda. O primeiro e único menino a ter uma camisa daquela foi o Robertinho, presente da minha querida tia Babá. Fiz um tremendo sucesso, só não conquistei uma gatinha por ser tímido.

Minha tia tinha uma disposição para fazer muitas traquinagens. Recordo-me de certa vez que, ao chegar em casa, percebi que no pé de abacate havia um galho quebrado. Ao nos questionarmos, fomos surpreendidos com a explicação dela: "Subi para tirar uns abacates e, de repente, o galho não suportou o meu peso e desci com abacate e tudo ao chão."

Os anos foram passando e tornei-me adolescente. A primeira casa onde agora a Senhora Conceição e seu esposo foram morar foi no Bairro Coronel Borges, bem próximo da primeira escola da APAE. Lembro-me de ter ido algumas vezes lá; pena que não havia abacateiros e nem mangueiras para serem escaladas.

O tempo passou e ela foi com o esposo morar perto da nossa casa, e formamos uma bela parceria: agora eu era o entregador de marmita para o tio Francisco, no ponto de ônibus que ficava perto do Cinema Broadway, ao lado da ponte de ferro de Cachoeiro de Itapemirim. Durante aquele tempo, conviver com a minha tia diariamente era prazeroso, pois eu me sentia gente grande.

À medida que o tempo foi passando, chegou a primeira menina, Fabiane, que alegrou a família e foi uma grande festa. A menina começou a crescer e, depois de dois anos, chegou mais uma menina, Flávia, e foi outra grande festa. As meninas começaram a crescer e era preciso construir uma casa maior, e isso foi feito com muito trabalho do casal Babá e Francisco.

Depois de enfrentarem muitas barras e batalharem por recursos, construíram uma bela casa. Oito anos após o nascimento de Flávia, a família ficou completa com a chegada de Francisco Júnior. Foi uma alegria, e Conceição praticamente não conseguia se conter. Mas um fato sempre foi marcante no desenvolvimento das crianças: desde muito cedo foram encaminhadas à Igreja, mas o aprendizado maior sempre foi pelo exemplo, e não pelas palavras.

Depois desse tempo, toda a família se mudou para a Serra, na Grande Vitória, deixando saudades e a impossibilidade de conversar aos gritos. É que a casa da minha mãe ficava na rua de baixo e a dela na rua de cima; no meio havia um grande vale e, para economizar telefone, muitas vezes nossas conversas eram expostas à vizinhança. Tempos maravilhosos.

Os anos se passaram e, pela ordem natural da vida — embora não exista ordem natural para esse fato —, a família cresceu com o casamento de Fabiane com Christian e a chegada dos netos Níkolas e Sophia, que praticamente visitam o Brasil a cada ano, fazendo a alegria da família.

Mesmo morando distante, Babá nunca deixou de exercer aquilo que mais lhe trazia prazer: ajudar o próximo. Muitas vezes ela deixava a família na Serra e viajava para passar dias em Cachoeiro para acompanhar pessoas que estavam doentes e que precisavam de ajuda. Inúmeras pessoas foram acolhidas por ela ao longo de sua vida, pois tinha prazer em servir.

Durante a sua vida, um fato sempre me chamou a atenção: a amizade de Babá com Maria Gomes, minha querida mãe. As duas, desde os primeiros dias de casamento da minha mãe com o irmão dela, desenvolveram uma profunda amizade, bonita de se ver — fato contado pela minha mãe. Falavam-se sempre duas vezes durante o dia: uma vez pela manhã e outra à tarde, infalivelmente. Sei que esses telefonemas farão muita falta à minha mãe Maria.

Escrever sobre a Babá é fácil, pois desde o tempo em que me entendo por gente — gosto dessa expressão —, sempre vi bondade na sua vida e no seu jeito de ser. Sou grato a Deus pela vida da minha saudosa tia e tenho certeza de que ela amou as pessoas de maneira incondicional e foi muito amada por todos. A expressão desse amor, com o coração grato, nós vimos no seu velório, pela quantidade de amigos que vieram de longe para prestar-lhe as últimas homenagens.

Como sobrinho, sentirei falta das brincadeiras durante os nossos encontros e das conversas. A última aconteceu no dia 1º de maio. Foi um tempo muito bom de brincadeiras, lembranças e comunhão. Um fato curioso foi que liguei várias vezes para minha mãe e ela não atendeu, mas a Babá foi até o quarto dela, pegou o telefone, ligou, e a Dona Maria prontamente a atendeu. Logo reclamei: — Como a senhora atende a minha tia e não ao seu filho? Gargalhamos bastante!

Foi tudo muito rápido, e ver minha tia em um hospital nas condições em que a encontrei foi muito difícil. Mas, em meio a todo aquele sofrimento, algo me chamou a atenção: a maneira digna e cheia de fé com que ela enfrentou a doença. Não saiu daquela boca nenhuma palavra de reclamação e, em todos os momentos em que podia, ela apenas agradecia a Deus. Recordei-me de Jó 1:22: “Em tudo isso, Jó não pecou nem culpou Deus”. Babá demonstrou o tempo inteiro atitudes de fé, na certeza de que o Redentor vive e agora Ele a tem nos Seus braços eternamente.

Sei que o Tio Francisco e a Flavinha sentirão falta da esposa, mãe, companheira e amiga, numa casa que ficou maior devido à ausência de Conceição. Imagino o quanto foi e tem sido duro para a Fabiane, como filha, estar longe dos acontecimentos que vivemos na semana passada. Não vai ser fácil explicar às crianças que a avó está nos braços do Pai. Crianças têm muita dificuldade de compreender tempos de perdas e de luto. Sem contar que perderam recentemente o avô por parte de pai.

Babá viveu o tempo inteiro para os seus familiares, tendo contribuído para a criação dos seus três filhos ao lado do seu marido. Fizeram um excelente trabalho, e as provas estão bem diante de todos nós.

Babá enfrentou todo o processo da doença com muita dignidade e com a serenidade que somente pessoas de fé conseguem ter. A cada momento em que recobrava a consciência, sempre evocava o nome de Deus com um sentimento de gratidão.

Babá nunca deixou de enfrentar os problemas da vida com a alegria que permaneceu com ela até o momento em que Deus a convocou às mansões celestiais. Foi uma pessoa que procurou viver com intensidade as palavras de Paulo em Filipenses 4:4: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, alegrai-vos.”

Babá, com sua vida, conseguiu acompanhar diversas famílias e reuniu no seu falecimento várias gerações de pessoas amigas que não deixaram de se juntar para prestarem as últimas homenagens à amiga querida, que ficará para sempre nos nossos corações.

Babá viveu com sabedoria e desapego, assim como o Apóstolo Paulo: “Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.” (Atos 20:24). Entendo como Ministério o cuidar de pessoas a tempo e fora de tempo, e isso ela fez com perfeição.

Babá não foi somente filha, mãe, avó, esposa, sogra, cunhada, amiga e irmã em Cristo Jesus, mas foi alguém que teve a oportunidade de conhecer e segurar seus netos, bem como uma quantidade de crianças que praticamente nasceram nos seus braços.

Sou grato a Deus por Ele ter sido bondoso e misericordioso, dando-nos a presença de Tia Babá conosco por variados anos... sessenta e seis... cinquenta e dois... sessenta e nove... dez... seis... tempo que jamais será esquecido.

“Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.” (Mateus 25:34). Agora, Babá faz parte desse Reino, para onde todos nós um dia iremos.

Em Cristo... cheio de saudades eternas!!!

quarta-feira, 20 de maio de 2026

A PARÁBOLA DA FLORESTA
(Uma reflexão sobre os tempos de mudança na vida e na liderança)

Era uma vez uma bela floresta que ficava em uma região do vasto continente africano, possuía uma fauna riquíssima e muitos animais. De um lado daquela floresta, os animais andavam soltos e sem nenhuma preocupação com colecionadores de peles de animais, nem mesmo com caçadores que gostavam de matar os animais apenas por esporte, levando, assim, à extinção de algumas espécies.

Todos tinham suas tarefas diárias, e os pássaros eram os primeiros a acordar e imediatamente iniciavam o coro da alvorada, antes do sol nascer. Era uma verdadeira algazarra, e quem chegava perto daquele barulho na copa das árvores não entendia se aquilo era briga ou simplesmente alegria por mais um dia que estava prestes a chegar.

Cada animal tinha o seu jeitinho bem peculiar de despertar pela manhã. Os elefantes se levantavam e, com seus bramidos, se comunicavam e, como num piscar de olhos, uma ruidosa manada se juntava, emitindo sons assustadores e provocando grandes tremores de terra na floresta.

Durante o dia era um tal de gazela correndo dos leões. De vez em quando, os leopardos se estranhavam e entravam em luta corporal, e normalmente ninguém se atrevia a entrar para separar. Mas a coisa ficava feia quando a mãe rinoceronte se colocava a defender seus filhotes dos predadores. Era um espetáculo de dar medo, mas elas nunca desistiam de seus filhos.

O líder daquele grupo, o todo-poderoso Rei Leão, acalmava os bichos quando acontecia algum desentendimento com seu rugido forte, amedrontador, que podia ser ouvido a até 8 km de distância, ou quando precisava colocar ordem para que as tarefas do dia a dia dos bichos fossem realizadas.

Mas, do outro lado da floresta, o modo de viver dos animais era bem diferente. Era um grupo de animais que tinha um modo de viver distinto. Eles não atacavam uns aos outros, pelo menos não de maneira tão direta como os animais que viviam fora daquela comunidade. Tinham um líder que também era um leão, e no grupo havia muitos animais talentosos.

Naquele lugar reinava uma aparente paz, e aquele lado da floresta tinha muita coisa bonita. As vegetações pareciam mais verdes, as águas que corriam pelas pedras pareciam mais claras e limpas. Por incrível que possa parecer, os animais se respeitavam e nenhum deles ficava tentando tirar a vida do outro como parte de sua cadeia alimentar. Era uma vida em comunidade, e muitos achavam que aquele lugar era a verdadeira família que sempre desejaram ter.

Naquele grupo havia um líder, também um leão, que estava há muito tempo comandando aqueles animais. Alguns eram obedientes, mas outros davam muito trabalho. A mamãe elefanta tinha que ficar atenta com seus filhotes, pois eles se aproveitavam do tamanho e tinham o hábito de mexer com os outros animais. De vez em quando saía uma briga entre filhotes de rinocerontes e hipopótamos, e dava trabalho para que os pais separassem os brigões sem se envolver na briga. Coisas de crianças, mas que traziam alguns aborrecimentos aos pais.

Os animais adultos, sempre que podiam, se revezavam entre elefantes, rinocerontes, leopardos e búfalos para tomar conta das crianças, afinal aquele lado da floresta era civilizado e eles não se comiam uns aos outros. Mas, como nem sempre tudo naquele lugar era festa, de vez em quando os adultos se desentendiam e brigavam, e alguns paravam de se falar. Era girafa para um lado, zebra para o outro, e o leopardo se isolava para não se lembrar de sua velha natureza e atacar os outros bichos.

Mas havia um grande problema: quando os adultos ficavam zangados uns com os outros, isso prejudicava a orquestra, pois os bichos já tocavam juntos há alguns anos, mas a harmonia ia embora, já que cada um queria mostrar que era melhor que o outro. O leopardo se gabava de ser o guitarrista, pois era muito ágil para correr e executava as notas com rapidez e precisão. Na bateria ficava o filho do Rei Leão, e toda semana precisava trocar as peles do instrumento, pois ele as furava com suas garras.

O Sr. Gorila resolveu tomar conta do teclado e até que ele tinha algum talento e conseguia fazer acordes que atendiam muito bem às necessidades do grupo. Porém, era muito difícil alguém se aproximar do instrumento, pois ele abria a boca e mostrava os dentes sem muita amizade. No contrabaixo, foi difícil retirá-lo da zebra, pois ela se achava especialista e, como tinha muita dificuldade de se deixar domesticar, às vezes era difícil convencê-la a mudar de ideia.

Os elefantes, por se gabarem de terem bramidos de aproximadamente 125 decibéis, resolveram tomar conta dos instrumentos de sopro, e não houve bicho que os demovesse daquela ideia. O coro de hienas, hipopótamos e gazelas era assustador, porém interessante. A comunidade era de uma variedade imensa da fauna africana.

Não muito distante dali o Rei Leão a todos observava. Ele, além de líder, exercia um poder sobre o grupo e praticamente só se fazia aquilo que, algumas vezes, ele pedia e, outras, ele ordenava, e os bichos obedeciam. O tempo passou, e aquele Rei Leão envelheceu, e a comunidade dos bichos achou que seria a hora de mudar a liderança. E assim foi feito.

Após várias reuniões, encontraram um jovem leão que deveria substituir o antigo, e a mudança foi bem tranquila. O velho leão, agora aposentado, foi para casa, mas, como estava acostumado a liderar, sempre aparecia na comunidade, e o novo líder se sentia inseguro quando isso acontecia, pois, além de gostar do velho líder, havia alguns que sempre comparavam as lideranças.

Passado um tempo, os bichos mais velhos se reuniram com o velho leão e pediram que ele não interferisse no trabalho do jovem líder. O melhor que aquele líder experiente poderia fazer seria se afastar e deixar que os bichos mais novos aprendessem algumas lições sozinhos e mudassem tudo o que fosse necessário para o bem-estar da comunidade.

Depois de certo tempo, o velho leão entendeu que o melhor seria ficar na floresta aproveitando seu tempo de descanso e deixar que o mais novo decidisse quais rumos os animais deveriam tomar, ainda que, em alguns momentos, tivessem algum tipo de dificuldade, pois aprenderiam da mesma forma que os mais antigos um dia aprenderam.

E, desse modo, os animais voltaram a viver em paz, e a comunidade dos bichos foi se desenvolvendo até chegarem à maturidade. Dizem que hoje eles se aproximaram, deixaram de ser dois grupos e passaram a ser um só na floresta. Tudo porque um líder agiu com maturidade e deixou que seus antigos liderados crescessem livres e caminhando com suas próprias patas.

E assim os bichos foram felizes para sempre...

O que podemos aprender com essa parábola?

  • Em todos os lugares por onde passamos, vamos encontrar pessoas com comportamentos e ideias diferentes das nossas.
  • Quem responde pela liderança precisa ficar atento às mudanças que acontecem no meio da comunidade e ter sensibilidade para procurar resolvê-las sempre que possível, sem criar problemas de outras naturezas.
  • É preciso respeitar a individualidade de cada um sempre, pois cada pessoa tem o seu talento e deve ser respeitada e, sempre que possível, desenvolvê-lo no lugar certo.
  • Na nossa fábula, os bichos com algum talento tocavam e participavam normalmente do grupo e não foram expulsos, como acontece em muitos lugares; foram trabalhados na medida em que iam tocando.
  • Aprendemos com a crônica que, quando o nosso tempo acaba, precisamos partir para outros desafios. É a mesma coisa quando terminamos um ano na escola e passamos para o outro. O tempo do velho rei passou, e agora era o tempo do novo rei.
  • Em qualquer lugar, quer seja no trabalho ou na comunidade, sempre que houver mudança, precisamos entender que quem chega precisa ter tempo para se adaptar, e devemos ter paciência.

Em Busca da Infância Perdida

Roberto Luiz Gomes

 

segunda-feira, 18 de maio de 2026


Geovani Silva...

Geovani, o mágico da bola.
O menino que surgiu na Desportiva Ferroviária como promessa
Deixou de ser promessa no Vasco e tornou-se um craque.
Um craque que, com o passar dos anos, mostrou toda a sua genialidade.

Geovani arrebentou no Campeonato Mundial Sub-20 da FIFA, em 1983, sendo o artilheiro e o melhor jogador do torneio, no México. Acompanhei aqueles jogos na sala de TV do Centro de Estudantes do Seminário Teológico do Sul do Brasil.

Geovani no Brasil, desfilou sua leveza pelos estádios brasileiros, com lançamentos precisos para Romário, no início de carreira, e Roberto Dinamite, no auge de sua força física.

Geovani, o Pequeno Príncipe, como foi apelidado, não era simplesmente um gênio como meia-armador, mas também tinha a habilidade de bater pênaltis como poucos, no auge de sua carreira. Sem pulinhos e, mesmo que o goleiro adivinhasse o canto, não conseguia chegar à bola.

Geovani foi um exímio cobrador de faltas e colocava a bola no ângulo da meta do goleiro como se a conduzisse com as próprias mãos e nunca com os pés.

Geovani brilhou na Desportiva, Vasco, Bolonha, México, ABC, Rio Branco, Vila Velhense e outros clubes do Brasil. Encerrou sua carreira em 2002, aos 38 anos, e ainda exerceu o mandato de deputado estadual no Espírito Santo.

Geovani travou uma longa batalha contra um câncer na coluna e um quadro de polineuropatia, que limitava sua mobilidade e provocava a disfunção simultânea de vários nervos periféricos por todo o organismo.

Geovani, perseverou na sua luta aqui na terra e que aparentemente foi perdida, mas ele conquistou o lugar mais precioso ao lado do Pai Eterno. Fica a memória de um jogador que foi homenageado em vida não somente pelo clube que o projetou para o mundo, mas também pelos amigos, em razão das inúmeras façanhas dentro das quatro linhas, nos diversos palcos do futebol pelo mundo.

Aos familiares, fica a palavra de solidariedade pela perda do ente querido; aos apaixonados pelo futebol arte, a imagem de quem fez muito pelo esporte; e, às novas gerações, procurem vídeos para entender a reverência que aqueles que jogaram com ele sempre tiveram e o respeito que ele impunha aos adversários pelo seu talento como atleta.

Geovani Silva, Pequeno Príncipe, descanse em paz!

segunda-feira, 4 de maio de 2026


Um domingo diferente... e o retorno do culto infantil!

Na Escola Bíblica Dominical deste domingo, na Igreja Batista Mata da Praia, o tema na Classe Rute foi Justificação. Gostei muito da explanação por parte do professor, que, meio sem querer, acabou revelando ser torcedor do Vasco.

Mas o que me deixou feliz foi ter encontrado meus amigos de Cachoeiro, e confesso que fiquei com a impressão de que a IBMP deve ter a maior concentração de cachoeirenses em seu rol de membros.

Voltava para casa no final de domingo, depois de almoçar e conversar longamente com alguém que não via há um ano. Foi um diálogo longo, proveitoso, inspirador e promissor, mas essa história exige paciência e tempo, e você deve guardar a sua curiosidade.

Andar pelas ruas de Vitória, num domingo, é muito interessante: sentir o vento que, além de provocar a dança de lixos e papéis atirados pela comunidade nas ruas, também levanta poeira, o que tanto nos incomoda.

Passar pela Praia de Camburi no final da tarde é extremamente interessante, pois observar o povo que volta da praia é um espetáculo quase inenarrável. Algumas curiosidades chamaram a minha atenção: gente voltando da pescaria sem peixe, mas com um aparato de fazer inveja aos apresentadores de programas de pesca.

Não posso deixar de citar os vendedores de picolés que, democraticamente, colocaram seus carrinhos no ônibus, com a compreensão dos passageiros, que não somente ajudaram na acomodação dos objetos no coletivo, como também orientavam a locomoção dos transeuntes.

Carrinhos de bebês são os meus preferidos desde os meus tempos de Rio de Janeiro. Naquela época, eles não eram dobráveis e, sempre que eram inseridos nos coletivos, faziam a alegria dos cariocas. No domingo, ficaram bem acomodados junto aos carrinhos de picolés, mas a disputa foi quase insana, considerando algumas mães bem bravas. Assisti a algumas cenas bem discretamente, pois mães nervosas nem sempre usam de gentileza com curiosos.

No final da tarde, retornei para casa e resolvi assistir ao jogo daquele time contra o Vasco. No início foi sofrível, mas o final, apesar do empate, teve gosto de vitória.

Na parte da noite, fui à Primeira Igreja Batista de Jardim Carapina para rever irmãos e amigos e tive o prazer de presenciar o retorno do Culto Infantil sob nova liderança. Gosto de igreja que se preocupa com suas crianças e, no caso, não poderíamos começar o mês da família de maneira melhor. Ensinar a criança no caminho em que deve andar requer uma parceria entre a igreja, que está fazendo sua parte, e os pais, que precisam viver, de forma prática, o ensino da Palavra.

Parabéns ao Pastor Xicão na liderança de nossa igreja, sua esposa Patrícia, e às professoras e professores envolvidos nesse ministério. Que Deus abençoe a todos!

É vida que segue... ou melhor, é viagem que segue para o Noroeste do Estado.


domingo, 19 de abril de 2026

Como é Grande o Nosso Amor por Você
(Homenagem ao aniversário do meu sobrinho Dudu)

Na Princesa do Sul, assim também é conhecida a cidade de Cachoeiro de Itapemirim, foi preparada uma grande festa em comemoração aos oitenta e cinco anos de Roberto Carlos, seu filho mais ilustre. Pelas notícias que estamos acompanhando pela TV e pelas mídias sociais, será um grande acontecimento na capital secreta do mundo.

Em 1943, foi instituído o Dia do Índio pelo então presidente Getúlio Vargas e, depois de setenta e nove anos, por meio do Projeto de Lei nº 5.466/19, propôs-se a mudança do nome “Dia do Índio” para Dia dos Povos Indígenas, gerando, assim, a Lei nº 14.402/22. O mais triste dessa história é que, mesmo havendo representação indígena na Câmara Federal, ainda existem grupos insanos que procuram surrupiar terras dos verdadeiros donos do solo brasileiro.

São duas datas importantes, embora a segunda tenha marcado significativamente a minha vida, pois éramos caracterizados de índios ou, pelo menos, tentávamos fazer uma grande festa que, muitas vezes, após as aulas, se transformava em bagunça ou boas confusões. Algumas acompanhei de perto e outras bem de longe; afinal, nunca gostei de brigas. Tem pessoas que não acreditam nessa minha versão!!!

Na minha vida, essa data passou a ter uma importância totalmente diferente a partir de 19/04/2000, quando, recém-chegado de São José dos Campos, onde havia pastoreado por dois anos, peguei em meu colo um ser recém-nascido, e foi amor à primeira vista. O menino recebeu o nome de Eduardo e, carinhosamente, chamamos, nesses vinte e seis anos, de Dudu, Dudal, Dudé, Edu e outros apelidos que usávamos somente dentro de casa.

A partir daquele ano, com todo o meu respeito ao ilustre aniversariante do dia, que é meu xará, e ao Dia dos Povos Indígenas — fatos importantes —, o nascimento de Dudu tornou-se o grande acontecimento. A partir do ano 2000, os dias na casa de minha querida mãe nunca mais foram os mesmos. Eram sempre cheios de alegrias e surpresas no dia a dia, pela presença da criança.

O menino foi crescendo, sempre pequenino, mas dotado de uma esperteza de fazer inveja ao pica-pau, desenho cujas falas ele conhecia todas aos seus cinco anos. Naquela época, eu trabalhava no turno matutino na Escola Estadual de Ensino Médio Presidente Getúlio Vargas, onde Dudu estudou mais tarde. Todas as vezes que eu chegava em casa após o trabalho, tinha o hábito de tomar banho antes do almoço e, sempre que entrava no banheiro, ouvia duas mãozinhas batendo à porta e pedindo para tomar banho. Era uma guerra que, algumas vezes, eu vencia; em outras, perdia, e foi assim que aprendi a dar banho em criança sem deixar cair sabão nos olhos, sempre com a ajuda preciosa de minha mãe, avó inseparável do menino.

Ao longo desses anos, convivemos ora perto, ora bem longe, mas nunca deixamos de nutrir uma grande amizade e respeito. Dos meus sobrinhos, ele foi aquele de quem costumo dizer que o nosso convívio sempre foi um dos mais próximos. Formávamos uma equipe de viagem (minha mãe, Dudu e eu) e visitamos algumas cidades, dentro e fora do nosso querido estado do Espírito Santo. Numa dessas viagens à Cidade Maravilhosa, ele recebeu o Certificado de Honra de Comandante Mirim, por ser o passageiro mais novo na aeronave.

Ao longo desse tempo, vivemos grandes vitórias e muitas alegrias, mas também alguns momentos de perdas, dores e muitas perguntas, tentando entender por que certas situações acontecem em nossas vidas. Entretanto, por todos esses anos, nossa palavra sempre foi de gratidão por todas as experiências vividas, que sempre nos fortaleceram a cada luta que vencemos.

Hoje é um dia de gratidão pela vida de Dudu, pessoa que tem trilhado um caminho de muitas lutas em busca de seus sonhos e conquistas. Alguém que leva a vida com muito trabalho e com os olhos sempre no futuro. É alguém que olha com confiança para o porvir, sem se esquecer de que hoje é o tempo da semeadura e que o horizonte está logo ali.

Dudu, sou grato a Deus por sua vida e já lhe disse isso repetidas vezes, mas, em todos os momentos em que me lembro da sua história e do quanto tivemos a oportunidade de caminhar bem próximos, o meu coração se enche de alegria.

Por isso mesmo, afirmo em nome de nossa família: como é grande o nosso amor por você! E o aniversariante mais importante deste dia chama-se Eduardo — para os amigos e parentes, simplesmente Dudu.

Parabéns, e que Deus te abençoe!

 

sexta-feira, 10 de abril de 2026


Foz do Iguaçu é Logo Ali!

Foram aproximadamente três meses de espera pela viagem a Foz do Iguaçu, para que o Coral Viva Você, da Secretaria de Estado da Educação, pudesse se preparar para essas apresentações.

Foram muitas horas de ensaio, que se repetiram até que a nossa maestrina Nara e o nosso coordenador Tio Marlon aprovassem não somente a performance nas notas e letras, mas também na expressão e representação artística do nosso Coral.

Esta semana foi corrida para todos os coralistas, mas, para quem coordena, ensaia, entra em contato com os responsáveis pelo Festival Internacional Três Fronteiras 2026 e, além disso, precisa ficar reenviando os localizadores das passagens repetidas vezes, não é uma das melhores tarefas. Obrigado, Tio Marlon!

Por outro lado, imagino que a rotina de quem ensaia também, por vezes, é muito dura, especialmente para quem tem ouvido absoluto, que consegue perceber pequenos erros que os meus jamais perceberiam. Começa no primeiro, depois vai para o compasso vinte e seis e volta para o quatorze, sempre prezando pela pureza dos sons e pela beleza da melodia. Obrigado, Nara!

Todo coral tem um instrumento que serve de base para os coralistas nas apresentações, quando não cantam à capela. No Coral Viva Você, temos um teclado que tem feito a diferença ao longo da existência do nosso grupo, sendo elegantemente executado pelo nosso tecladista, que chegou de mansinho e, a cada dia, mostra sua importância para o grupo. Obrigado, Ricardo.

Cantar qualquer música, mas, em especial, a brasileira sem percussão, é a mesma coisa que ir ao cinema e não comprar um saco grande de pipoca — e ainda comer tudo antes da metade do filme. Não tem graça! Por isso mesmo, somos privilegiados por termos conosco uma percussionista que, além de uma sensibilidade incrível, tem o dom de produzir sons maravilhosos e também de transmitir tudo o que sabe. Obrigado, Flávia!

Ainda no universo instrumental, encontramos os assistentes de percussão. Este que vos escreve, que chegou de mansinho e vai, aos poucos, dentro das suas possibilidades, aprendendo. E temos outro amigo que, além de tocar vários instrumentos de percussão, ajuda no vocal — e acredito que, em alguns momentos, tenha dúvida se canta ou toca. Obrigado, Sergio!

Estou no coral há vários anos e tive a oportunidade de passar por diversas formações. Na minha opinião nada modesta, acho que esta é a melhor delas. Consigo sentir equilíbrio entre os naipes. Nosso grupo vem amadurecendo a cada ano que passa e temos recebido, de presente, pessoas que fortalecem a nossa unidade e que despontam naturalmente. Obrigado, Vinicius!

Somos felizes por termos uma pessoa que viajou para curtir o merecido descanso em família, mas, quando retornou, seu lado social ficou evidenciado, com sua preocupação em ter uma reserva para auxiliar os coralistas e agradecer ao motorista que nos acompanhará na locomoção pela Tríplice Fronteira. Obrigado, Petro!

O que falar das duas meninas que ficam nos bastidores, procurando ajudar em tarefas que nem imaginamos como coralistas, pois elas não aparecem? Uma só faz rir — e a outra também. Rosângela e Lurdinéia, nossos agradecimentos.

Todo coral que se preze precisa ter dançarinos, que carinhosamente recebem o apelido de “pés de valsa”. São coralistas que cantam, dançam, encantam e impressionam. Obrigado a todos os dançarinos das ocasiões especiais!

Aos coralistas Alaídes, Ângela, Daniele, Denise, Edilene, Edimauro, Gustavo, Iolina, Lurdinéia, Cida, Cristina, Glória, Zezé, Mirtes, Moeda, Onorina, Petronilha, Lia, Márcia, Marlon, Rosângela, Sandra, Sara, Sérgio, Simone, Tânia, Teresina, Vinicius Brito e Vinicius Camargo, presentes neste Festival Internacional das Três Fronteiras, para não me tornar repetitivo... muito obrigado! Vamos brilhar para bem representar o nosso Estado do Espírito Santo e os nossos colegas que não vieram conosco.

Quero terminar este texto com um toque de saudade, a partir de uma frase que ouvi de Cida: — Roberto, todos os anos Creuza, de saudosa memória, pegava o panfleto do Festival Internacional das Três Fronteiras e dizia: “Um dia iremos participar”. Mas ela não pode mais fazê-lo. Entretanto, nossa participação é uma homenagem à memória dela e de todos os outros componentes que agora cantam no Coral Divino. Afinal, Foz do Iguaçu é logo aqui!

É isso por hoje... é vida que segue!

sábado, 28 de março de 2026


CONTOS DA QUARESMA...
HAVIA UM BEBÊ VIVO E UMA MULHER MORTA NO CARRO...

Essa história ouvi de um amigo há muitos anos. Devo confessar que, naquele tempo, fiquei impressionado com a narrativa e tive alguma dificuldade para dormir, tamanha a convicção dos relatos apresentados. Os dias eram diferentes e, longe das diversões que nossas crianças têm hoje, restava-nos brincar de pique, queimada, jogar porquinho e ouvir casos assombrosos.

Nosso vizinho morava em frente à nossa casa. Ele era caminhoneiro, num tempo em que os caminhões que mais circulavam pelo país eram as carretas da Scania, que transportavam material para a Fábrica de Cimento Nassau, os famosos FNM, apelidados de Fenemê, e os caminhões da Ford. Este último era o veículo do contador de nossa história de hoje.

No final dos anos 60, as estradas do Brasil eram infinitamente inferiores às grandes vias que temos hoje. Uma viagem de Cachoeiro a Vitória, muitas vezes, levava até quatro horas, considerando as condições da estrada. Os ônibus não tinham ar-condicionado e, além disso, faziam uma parada em Jaqueira, quando todos os passageiros desciam para fazer um lanche ou utilizar os sanitários. Coisa de maluco!

Era nessas estradas que o nosso amigo viajava. Ele cortava o Brasil com seu caminhão, enfrentando os perigos das traiçoeiras estradas do país. Segundo ele, certa vez, quando voltava da Bahia, com muita vontade de chegar em casa, agradeceu a Deus ao cruzar a divisa com o Espírito Santo e se aproximar do município de Pedro Canário. Foi uma longa viagem de quase quarenta dias e, como ele havia saído na Quarta-Feira de Cinzas, queria chegar em casa antes da Páscoa.

Da divisa da Bahia até Pedro Canário é uma distância bem curta, entre 13 e 15 km, percorrida com todo cuidado em aproximadamente 40 minutos, pois as condições da BR-101 não eram favoráveis. Chegou à cidade pouco depois da meia-noite e, como estava com pressa, resolveu seguir viagem para dormir em São Mateus.

A cidade de Pedro Canário é dividida pela BR-101 e, assim que se passa pelo município pela rodovia, há um declive bem acentuado na pista, que acompanha uma enorme depressão no terreno. A impressão que se tem é que a estrada faz um enorme mergulho, onde muitos motoristas desavisados podem sofrer graves acidentes.

A descida foi feita com todo cuidado, levando em consideração que os freios do caminhão eram a tambor e lona, um sistema que exigia muita perícia. Por isso, trafegou bem devagar para, então, no fundo do vale, acelerar e subir o acentuado aclive. Eis que, quando se preparava para concluir a descida, olhou para o lado de um penhasco e viu uma mulher toda suja, acenando e gritando desesperadamente. Ele passou por ela, parou adiante no acostamento e voltou para atender aquela senhora.

Ainda de longe, ela apontava para a ribanceira e, quando ele olhou, viu um carro caído que, pelo estado, parecia ter capotado várias vezes antes de chegar àquele local. Segundo esse amigo, ele nem pensou: passou pela mulher e desceu o mais rápido que pôde, pois, nesse momento, outros caminhões haviam parado, e ele tentou chegar o mais rápido possível ao fundo daquele precipício.

À medida que descia, foi encontrando pertences pessoais que haviam caído do carro pelo caminho, e seu coração disparava cada vez mais. Curiosamente, ao olhar para trás, não viu a mulher, o que achou muito estranho, mas prosseguiu em direção ao carro. Ao se aproximar, começou a ouvir o choro de uma criança de colo. Quando chegou ao veículo, tomou um dos maiores sustos de sua vida: a moça que sinalizava na pista estava morta dentro do carro, ao lado da criança, que não parava de chorar.

Naquele momento, ele disse que todos os pelos do seu corpo ficaram arrepiados e pouco faltou para que desmaiasse. Assim que se recompôs, outras pessoas foram chegando com barras de ferro e ferramentas para prestar socorro, e ele, meio perdido, perguntava se alguém havia visto uma moça fazendo sinal na rodovia, apontando na direção do veículo acidentado, mas nenhum motorista viu tal mulher.

Diante daquela triste situação, a única constatação real que tiveram foi a de que havia um bebê vivo e uma mulher morta no carro, totalmente destruído. Recolheram o menino, subiram o terreno com muita dificuldade e, assim que a Polícia Rodoviária Federal chegou, encaminharam a criança ao hospital mais próximo. As autoridades locais se encarregaram de tomar as demais providências, mas aquela história nunca mais saiu de sua cabeça.

Quando ele contava, alguns diziam que foi um anjo que veio dar um aviso, já que aquela criança não poderia morrer ali de inanição. Outros afirmavam que eram criaturas do além e que aquele fato teria acontecido para que a mãe fosse perdoada de seus pecados, ajudando aquele que seria seu filho. Para algumas pessoas, esse teria sido o último ato de uma mãe em favor de um filho que ela não queria deixar, e a vida dele foi poupada pelo amor que ela tinha pela criança.

Na minha cabeça, nenhuma dessas teorias importava, mas sim a impressão profunda que essa história deixou em meu coração e em minha mente. Passei vários dias sonhando com aquela cena narrada pelo meu vizinho e, na minha cabeça de criança, cheguei a ter a impressão de ter ouvido aquela mulher clamando por socorro, tamanho era o meu medo.

O tempo passou, e o caso ficou marcado na minha vida por muito tempo. Foi-me contado como verdadeiro, e tomei a liberdade de compartilhá-lo, aproveitando a época.

É isso por hoje... é a vida que segue!


sábado, 21 de março de 2026




ESSE TEXTO NÃO É SOBRE FUTEBOL

Não é sobre a vitória de virada...

Não é sobre ter ou não o melhor time do campeonato...

Não é sobre ser um grupo recheado de jogadores com limitações...

Não é sobre ter dinheiro para investir no mercado do futebol...

Não é sobre ter ou não oportunidade entre os grandes clubes do seu país...

Não é sobre ter começado o campeonato sem chances de estar entre os primeiros ou entre os melhores...

Não é sobre a visão que os outros têm do seu time, agora ou ao longo do campeonato...

Não é sobre as partidas difíceis que o elenco enfrentará durante a competição...

Não é sobre o jejum de títulos ao longo de impiedosos anos, nem sequer um campeonato estadual chamado, pejorativamente, de “carioquinha”...

Não é sobre entrar em certas etapas do jogo e se sentir injustiçado quando o seu time perde, empata ou vence nos acréscimos...

Não é sobre ter a impressão de que todas as disputas foram perdidas, assim como a partida...

NÃO, ESSE TEXTO NÃO É SOBRE FUTEBOL!

É sobre a vida...

É sobre vivê-la com dignidade o tempo inteiro...

É sobre encarar todos os desafios, de dentro e de fora de nós...

É sobre encarar as nossas maiores batalhas o tempo todo, com foco em dias melhores...

É sobre saber sofrer no tempo certo: sozinho, com a família e, outras vezes, com os amigos mais chegados que irmãos...

É sobre saber que sempre haverá uma oportunidade de vencer, ainda que mínima, e que não pode ser desprezada...

É sobre buscar a vitória até o fim, sem esmorecer, sempre acreditando que o amanhã será um novo e lindo dia...

Este texto é uma homenagem aos meus irmãos, parentes, amigos de perto e de longe e colegas de trabalho. Sou grato a Deus pela vida de todos eles e concluo citando o apóstolo Paulo, em Filipenses 3:13-14: “Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.”

· Todos nós precisamos de um alvo, de uma razão para viver.

· Que alvos você tem estabelecido para sua vida?

· Se os seus alvos não têm superado as suas expectativas, apresento-lhe Jesus, que é o alvo perfeito e a melhor razão para viver.

Até a próxima...

sexta-feira, 20 de março de 2026


CONTOS DA QUARESMA...

O Caso da Menina da Lagoa Perdida

A fazenda era uma das mais belas da região, e todos que iam à cidade tinham que visitá-la, pois era um lindo ponto turístico. Para chegar ao local, quem vinha do lado sul da cidade era obrigado a atravessar o lugarejo, disputando espaço entre os carros — pouquíssimos na época —, uma grande quantidade de carroças e entregadores com carrinhos de mão; alguns transportavam as bagagens na cabeça.

Nesse misto de gente, chegou uma família em uma Kombi, modelo de carro que fez bastante sucesso na década de 70, sendo a preferida e símbolo do movimento hippie, associada à liberdade, viagens e festivais. Após comprar alguns mantimentos, o chefe da casa acomodou a família no carro, deu a partida e seguiu para seu destino: a Lagoa Perdida.

As crianças não conseguiam esconder o entusiasmo e faziam uma verdadeira algazarra, apertadas no carro, pois, naquele tempo, a lotação dos veículos correspondia à quantidade de pessoas que conseguissem permanecer espremidas dentro deles. À medida que a viagem avançava, os buracos iam ganhando protagonismo — péssimo para o motorista, mas uma festa para as crianças.

Depois de muita poeira e solavancos, finalmente chegaram ao local onde ficava a Lagoa Perdida. A casa era grande, tinha uma ampla varanda e fora construída sobre uma boa elevação do terreno, de modo que havia um belo porão. A residência tinha uma sala, cinco quartos, uma grande cozinha com fogão a lenha e uma mesa de refeições com oito lugares.

Da varanda da casa dava para avistar os campos verdes e a mata que ficava a aproximadamente três quilômetros. Porém, para chegar até aquele local, era preciso passar entre as árvores que circundavam a casa e descer uma pequena depressão de terra, onde ficava a lagoa. Recebia o nome de “Perdida” porque, ao olhar de longe, ninguém imaginava que haveria água naquele lugar.

Do lado oposto da casa, um pouco mais abaixo, havia um rio. Logo que a família chegou, apaixonou-se pelo local e resolveu adquiri-lo, e foi uma festa para a criançada. Eles se divertiam sempre que voltavam da escola, na parte da tarde. Era difícil se concentrarem no almoço, pois os pensamentos estavam naquela lagoa e em suas águas traiçoeiramente paradas.

A lagoa fazia a alegria das pessoas daquele lugarejo e, dia após dia, o número de frequentadores só crescia, com parentes e famílias que enchiam o local a cada fim de semana ou mesmo nas férias de fim de ano. Tudo era motivo de alegria, até que um fato inesperado mudou tudo.

Um belo dia, a mãe resolveu voltar mais cedo para casa, deixou os filhos brincando na beira da lagoa e foi preparar o jantar. Pediu que não demorassem. Foi um erro que ela jamais esqueceria.

O final da tarde chegou, assim como os meninos, que, depois de muito brincarem na lagoa, retornaram para casa — porém, sem a menina. A mãe os interrogou sobre a irmã, mas eles não tinham resposta, pois imaginaram que ela havia voltado com a mãe e não sabiam onde estava. Os dois irmãos ficaram tão envolvidos nas brincadeiras que não perceberam em que momento a irmã se afastou.

Imediatamente, as atenções se voltaram para a lagoa, e muitas pessoas foram até a casa dos pais que, desesperados, começaram a fazer buscas. Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi ao local com os equipamentos disponíveis na época, mas nem mesmo vestígios da menina foram encontrados. Foi uma longa noite de buscas na lagoa e nos arredores; alguns homens chegaram a entrar na mata, mas a menina não foi encontrada.

Entretanto, durante o trabalho frenético dos bombeiros e vizinhos, estranhamente, um cavalo, não muito longe dali, insistia em relinchar tristemente, como se soubesse da dor daquelas pessoas. Com o passar dos dias, o animal acabou morrendo e, ao que parece, foi de tristeza, como se soubesse de alguma coisa.

Os dias se passaram, e aquela família, melancolicamente, assentava-se no alpendre, olhando na direção da lagoa, na esperança de que a menina voltasse — porém, isso não aconteceu. Depois de algumas semanas, um fato estranho começou a ocorrer todas as noites, assim que escurecia, por volta das 19 horas: um grito ensurdecedor de menina e o galope de um cavalo, relinchando forte, passando pela casa. O fato se repetia noite após noite, e todos ficavam assustados e arrepiados com aqueles acontecimentos, mas, quando saíam da casa, nada viam.

Certa vez, a família recebeu um grupo de parentes que chegou no final de uma manhã, sem saber o que acontecia naquele lugar. Um pouco antes do fim do dia, saíram para andar pela propriedade e, quando voltavam para casa — já estava escuro —, de repente ouviram um grito horrível de menina e o galope de um cavalo relinchando na estrada próxima ao casarão. Os visitantes entraram em pânico.

Os homens que estavam por perto correram para ver se encontravam alguma coisa e, ao entrarem na casa, encontraram crianças e mulheres desesperadas, pois, naquele dia, os gritos da menina foram mais fortes, assim como o relincho e o galope do cavalo foram mais intensos do que nos outros dias. Era como um aviso de que não queriam gente estranha ali, além da família.

Naquela mesma noite, os parentes da cidade convenceram a família a ir embora, pois a impressão que tinham era a de que naquele local havia uma alma chorando, querendo retornar de um mundo que não mais lhe pertencia e do qual não poderia se libertar, mas que insistia em passar todas as noites para lembrá-los de que vagava por aquela região.

Na manhã seguinte, as malas já estavam prontas com tudo o que conseguiram juntar, e partiram com os corações partidos, com medo de olhar para trás, pois não queriam ouvir novamente aqueles sons, embora jamais tenham se esquecido da filha e irmã querida. A notícia acabou se espalhando, e ninguém se aventurou a comprar a propriedade. Conta-se que, até hoje, ainda se ouvem os trotes de um cavalo e o grito triste de uma menina vindos da Lagoa Perdida, numa fazenda abandonada.

Não sou fã de águas paradas e conheço histórias tristes de lagoas. Quem sabe um dia eu possa contá-las, mas, por enquanto, ficaremos com esta, que ouvi de uma grande amiga, que diz ter testemunhas de que isso aconteceu e pode me levar próximo ao local onde ficava a lagoa... Agradeci e disse que prefiro ficar nas luzes da Grande Vitória ou pensando no meu pequeno Cachoeiro. Devo esclarecer que não tenho medo de fantasmas, mas sou extremamente prudente.

É isso por hoje... É vida que segue!!!


segunda-feira, 16 de março de 2026

Contos da Quaresma...

Ela é boazinha... não se preocupem! 

Era um final de semana, e aquele esposo, todo animado, convidou sua amada para passar dois dias no interior do Espírito Santo, numa cidade bucólica de certa região do estado que é muito procurada por casais e famílias que desejam apreciar as montanhas e tomar caldos de variados sabores.

Eles contaram os dias, torcendo para que a semana passasse bem rápido e, na sexta-feira, saíram da capital, Vitória, e partiram em direção à região, buscando aproveitar um bom fim de semana, regado a vinhos, comidas típicas da região e passeios em pontos turísticos.

A cidade, por ser pequena e atrair muita gente, apesar de ficar perto da capital, nos finais de semana tem o acesso muito difícil, pois o número de veículos é grande e o trânsito fica impraticável, sendo necessário ter muita paciência. Confesso que, apesar de gostar muito da cidade, não me arrisco a enfrentar os engarrafamentos que acontecem naquele local, mas acredito que todo esforço é válido para agradar a pessoa amada.

Chegaram à pousada e se surpreenderam com a simpatia da recepcionista, que era uma moça de olhos claros e cabelos que pareciam irradiar o brilho da luz que invadia aquele lugar. Fizeram o check-in, se acomodaram e depois saíram para aproveitar um pouco da noite, degustar a especialidade de um certo restaurante — o capeletti de frango —, tomar um bom vinho e apreciar as estrelas. Depois disso, chegou o momento de retornar ao hotel.

Ao retornarem ao hotel, a moça já não se encontrava mais no local, mas sim um senhor que educadamente os recebeu. Naquele momento, perceberam que havia muitas fotos emolduradas na parede e, pelo visto, eram antigas, de pessoas falecidas. Uma delas chamou a atenção do homem, que fez um comentário sobre a figura da mulher na moldura, achando-a feia, muito esquisita e com um olhar assustador.

Pegaram a chave do quarto e começaram a subir as estreitas escadas, que denunciavam que aquela construção era bem antiga, mas os proprietários a mantinham muito bem conservada. Porém, aquele marido não conseguiu tirar da mente o olhar assustador daquela mulher do retrato envelhecido na parede.

Tudo pronto para dormir, aos poucos o sono foi chegando, ajudado por algumas taças de vinho bebidas durante o jantar, e a noite cumpriu o seu papel: foi avançando lentamente, com o silêncio que o local proporcionava, e até aquele momento tudo fazia crer que as próximas horas seriam de calmaria.

As luzes do quarto foram apagadas e as últimas providências foram tomadas. Finalmente o casal se deitou e, quando estavam prestes a relaxar, algo estranho começou a acontecer. Em determinado momento, o homem ouviu um certo barulho que vinha da porta do banheiro.

Ele se levantou e percebeu que a porta estava entreaberta e achou estranho, pois não havia inclinação no portal que proporcionasse tal fato, e muito menos corrente de ar, uma vez que as janelas estavam fechadas e, pelo fato de o local ser frio, nenhum ventilador ou ar-condicionado havia sido ligado.

Após fechar e examinar bem a porta, deitou-se novamente e, algum tempo depois, percebeu que o barulho se repetiu e ela novamente estava aberta. O homem ficou arrepiado, pois via a porta se movimentando no movimento de abrir e fechar, como se alguém a empurrasse para entrar e outra pessoa a impedisse de sair. Foi uma cena de horror que ficou marcada na vida daquele homem.

Com muito cuidado, ele se levantou mais uma vez, totalmente amedrontado e não querendo acordar sua esposa. Foi tremendo, até a porta, fechou-a e, ao mesmo tempo, sentia um vento frio que corria pelo local. A impressão era de que a onda de ar frio cortava sua roupa, penetrando pelo seu corpo. “Agora está travada”, pensava ele.

Deitou-se mais uma vez, conseguiu fechar os olhos e dormiu. Então aconteceu outro fato que chamou a atenção daquele homem: a porta novamente se abriu e, sem nenhuma explicação, sua esposa apareceu deitada com o corpo virado para os pés da cama e acordou desesperada. Fatos estranhos estavam acontecendo naquele quarto e eles não tinham explicações para tais fenômenos.

A partir daquele momento, o casal já não conseguia dormir, mas também não queria fazer barulho, considerando que já era madrugada. O único meio que encontraram para passar a noite foi conversando até o dia amanhecer. Foi a mais longa da vida daquele casal.

Quando os primeiros ruídos começaram a denunciar que o dia estava amanhecendo, eles, ainda assustados, tomaram um bom banho para tentar tirar o cansaço de uma noite mal dormida, organizaram seus pertences e foram conversar com a proprietária, expondo a experiência vivida naquela madrugada.

Como num toque de atração involuntária, mais uma vez olharam para as fotos e indagaram sobre aquela senhora que eles haviam rotulado de estranha. A explicação que receberam foi que ela falecera no quarto onde eles dormiram e que, segundo a recepcionista, de tempos em tempos aconteciam fenômenos que eram atribuídos àquela senhorinha, mas não era preciso se preocupar: ela é boazinha.

O casal, ainda assustado com as experiências vividas naquela noite, saiu do local com aquela última frase da mulher, que se portava como se os acontecimentos tivessem sido algo natural: Ela é boazinha... não se preocupem!

Foram embora e prometeram não voltar àquele lugar tão cedo. Bem, essa foi a história que ouvi como verdadeira de um amigo motorista da Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo e, como ele é meu amigo, acreditei e a contei aqui.

Já passei várias vezes por aquele hotel, mas não me arrisquei a dormir lá, pois vai que a tal senhorinha resolva aparecer e me assustar. Medo não tenho, porém não estou mais na idade de ficar levando sustos. E, se vocês estão pensando em outro motivo qualquer, sinto muito em lhes dizer: estão enganados!!!

É isso por hoje... é vida que segue!


domingo, 15 de março de 2026


CONTOS DA QUARESMA... 

Existe uma tradição, surgida da crendice popular, de que assombrações aparecem durante a Quaresma. Cientificamente, nada foi comprovado, mas há quem jure ter visto, ouvido ou até sido perseguido por criaturas que surgem nessa época.

Essa tradição vem de interpretações culturais sobre os 40 dias que Jesus passou no deserto sendo tentado. Seria um período de grande conflito espiritual, em que as forças do mal estariam fortemente ativas na Terra.

Na minha infância, ouvi muitas histórias e confesso que nunca desejei ter essas experiências surreais. No entanto, acredito em quem diz que viu, ouviu ou chegou a correr de imagens fantasmagóricas.

Para os católicos, a Quaresma é um tempo de jejum, oração e penitência, focado nas práticas da vida religiosa. É um momento em que muitos se abstêm de bebidas e buscam restaurar comunhões perdidas ao longo do ano; um tempo de reconexão com Deus, e não um período de medo ou de fenômenos espirituais.

Não é meu objetivo questionar a fé, nem as pessoas que já tiveram experiências de arrepiar até o último fio de cabelo. Nesta Quaresma, vou contar algumas histórias que ouvi em forma de contos e crônicas. Você pode me acompanhar, mas não vale ter medo!

Então, podemos combinar assim: nos vemos mais tarde... 


sábado, 14 de março de 2026


AS MENINAS DE MARÇO DE NOSSA FAMÍLIA...

O mundo das telenovelas sempre foi repleto de tramas e dramas que, em momentos diversos, retratam a vida real, e outras não passam de ficção que, ainda assim, encantam muitas pessoas. Algumas são novelas ao estilo pastelão, que apenas nos fazem rir das situações absurdas que apresentam.

Nos últimos meses, a Rede Globo vem apresentando ao público sua novela das nove, “Três Graças”. Apesar de não ter assistido a nenhum capítulo e, por isso mesmo, não ter a mínima ideia do que se trata, por outro lado sou fascinado pela palavra graça.

Quando se fala em graça, o primeiro pensamento que me vem à mente é o favor imerecido e o amor incondicional que Deus concedeu à humanidade. E essa graça é uma só, e nos foi dada através de Jesus Cristo. É um presente que Deus nos dá, e todos os dias precisamos reconhecê-la em nossas vidas.

Como família, somos gratos, pois Deus manifestou a sua bondade por três vezes neste mês conhecido como o mês das águas de março. Este ano tem sido muito difícil, pois as chuvas têm caído de maneira impiedosa em alguns estados do Brasil.

Foi justamente no dia treze de março que nasceu a primeira das três meninas da família. Naquela época, quando correu a notícia do nascimento da criança, todos souberam que era uma menina que cresceu rodeada de quatro irmãos e, sendo a mais nova, viveu os privilégios dos caçulas. Porém, desde muito cedo demonstrou um gosto especial pelos estudos e pela leitura.

Não foi uma infância muito fácil, mas a menina gostava de ouvir as músicas que tocavam na Rádio Cachoeiro e tinha predileção pelas letras em inglês, até que, em um determinado dia, minha mãe resolveu matricular a pré-adolescente em um curso de língua inglesa. Esse fato transformou sua vida, e ela se tornou uma grande professora, profundamente fluente no idioma, além de uma leitora voraz de todos os livros da biblioteca de nossa casa.

Solange, ao longo dos anos, tem vivido experiências que foram conquistadas através de seus esforços e de muita força de vontade. É uma irmã talentosa nas interpretações musicais, bem como nas teatrais. Nos últimos anos, tem desempenhado um importante papel como companhia constante junto à nossa querida mãe. Receba o nosso carinho, abraço e reconhecimento nesta data que é tão especial para você quanto para todos nós.

A segunda menina nasceu no nono dia do mês. Uma criança linda, apresentada pelos pais aos familiares e amigos, e a todos encantava. Durante sua adolescência e o início de sua juventude, alguns momentos foram difíceis, mas, em todo o tempo, ela contou com o carinho de sua avó e de sua família. Tornou-se uma moça linda e vencedora e nunca deixou de honrar as pessoas que foram importantes em sua vida.

Jéssica é uma sonhadora, como muitos jovens dos nossos dias, e tem um belo futuro a trilhar, que será encarado com muita coragem, assim como todos os desafios que venceu nas várias etapas de sua vida. Sou um admirador da sua forma leve de ser e viver e torço e vibro com suas conquistas. Que Deus a abençoe.

A terceira menina do mês também é do dia nove, sendo a mais nova do grupo. Desde cedo, ela se mostrou uma criança adorável e muito tranquila. Recordo-me de quando ela ia passar o dia na casa dos nossos pais, seus avós paternos, e aquela criança chegava ao quarto, deitava-se ao lado do avô, conversava com ele e lhe demonstrava um grande carinho.

Eram gestos simples de uma criança, manifestação genuína de amor por alguém que passava muito tempo deitado devido às comorbidades do AVC sofrido; mas, além do sorriso dele, seus olhos brilhavam de satisfação com a presença da neta.

Lorena, a menina linda que cresceu, tornou-se mãe de uma menina e continua conquistando espaços sem perder a serenidade e a doçura que sempre foram características de sua personalidade. Querida, sou grato a Deus por sua vida, e meu desejo e oração é que você nunca perca a sua doçura.

Março, além das águas, sempre será o mês de Solange, Jéssica e Lorena, as meninas de nossa família. Desejo que Deus as abençoe com saúde e muitos anos de vida. Beijos nos corações!

É isso por agora... é vida que segue!