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domingo, 19 de abril de 2026

Como é Grande o Nosso Amor por Você
(Homenagem ao aniversário do meu sobrinho Dudu)

Na Princesa do Sul, assim também é conhecida a cidade de Cachoeiro de Itapemirim, foi preparada uma grande festa em comemoração aos oitenta e cinco anos de Roberto Carlos, seu filho mais ilustre. Pelas notícias que estamos acompanhando pela TV e pelas mídias sociais, será um grande acontecimento na capital secreta do mundo.

Em 1943, foi instituído o Dia do Índio pelo então presidente Getúlio Vargas e, depois de setenta e nove anos, por meio do Projeto de Lei nº 5.466/19, propôs-se a mudança do nome “Dia do Índio” para Dia dos Povos Indígenas, gerando, assim, a Lei nº 14.402/22. O mais triste dessa história é que, mesmo havendo representação indígena na Câmara Federal, ainda existem grupos insanos que procuram surrupiar terras dos verdadeiros donos do solo brasileiro.

São duas datas importantes, embora a segunda tenha marcado significativamente a minha vida, pois éramos caracterizados de índios ou, pelo menos, tentávamos fazer uma grande festa que, muitas vezes, após as aulas, se transformava em bagunça ou boas confusões. Algumas acompanhei de perto e outras bem de longe; afinal, nunca gostei de brigas. Tem pessoas que não acreditam nessa minha versão!!!

Na minha vida, essa data passou a ter uma importância totalmente diferente a partir de 19/04/2000, quando, recém-chegado de São José dos Campos, onde havia pastoreado por dois anos, peguei em meu colo um ser recém-nascido, e foi amor à primeira vista. O menino recebeu o nome de Eduardo e, carinhosamente, chamamos, nesses vinte e seis anos, de Dudu, Dudal, Dudé, Edu e outros apelidos que usávamos somente dentro de casa.

A partir daquele ano, com todo o meu respeito ao ilustre aniversariante do dia, que é meu xará, e ao Dia dos Povos Indígenas — fatos importantes —, o nascimento de Dudu tornou-se o grande acontecimento. A partir do ano 2000, os dias na casa de minha querida mãe nunca mais foram os mesmos. Eram sempre cheios de alegrias e surpresas no dia a dia, pela presença da criança.

O menino foi crescendo, sempre pequenino, mas dotado de uma esperteza de fazer inveja ao pica-pau, desenho cujas falas ele conhecia todas aos seus cinco anos. Naquela época, eu trabalhava no turno matutino na Escola Estadual de Ensino Médio Presidente Getúlio Vargas, onde Dudu estudou mais tarde. Todas as vezes que eu chegava em casa após o trabalho, tinha o hábito de tomar banho antes do almoço e, sempre que entrava no banheiro, ouvia duas mãozinhas batendo à porta e pedindo para tomar banho. Era uma guerra que, algumas vezes, eu vencia; em outras, perdia, e foi assim que aprendi a dar banho em criança sem deixar cair sabão nos olhos, sempre com a ajuda preciosa de minha mãe, avó inseparável do menino.

Ao longo desses anos, convivemos ora perto, ora bem longe, mas nunca deixamos de nutrir uma grande amizade e respeito. Dos meus sobrinhos, ele foi aquele de quem costumo dizer que o nosso convívio sempre foi um dos mais próximos. Formávamos uma equipe de viagem (minha mãe, Dudu e eu) e visitamos algumas cidades, dentro e fora do nosso querido estado do Espírito Santo. Numa dessas viagens à Cidade Maravilhosa, ele recebeu o Certificado de Honra de Comandante Mirim, por ser o passageiro mais novo na aeronave.

Ao longo desse tempo, vivemos grandes vitórias e muitas alegrias, mas também alguns momentos de perdas, dores e muitas perguntas, tentando entender por que certas situações acontecem em nossas vidas. Entretanto, por todos esses anos, nossa palavra sempre foi de gratidão por todas as experiências vividas, que sempre nos fortaleceram a cada luta que vencemos.

Hoje é um dia de gratidão pela vida de Dudu, pessoa que tem trilhado um caminho de muitas lutas em busca de seus sonhos e conquistas. Alguém que leva a vida com muito trabalho e com os olhos sempre no futuro. É alguém que olha com confiança para o porvir, sem se esquecer de que hoje é o tempo da semeadura e que o horizonte está logo ali.

Dudu, sou grato a Deus por sua vida e já lhe disse isso repetidas vezes, mas, em todos os momentos em que me lembro da sua história e do quanto tivemos a oportunidade de caminhar bem próximos, o meu coração se enche de alegria.

Por isso mesmo, afirmo em nome de nossa família: como é grande o nosso amor por você! E o aniversariante mais importante deste dia chama-se Eduardo — para os amigos e parentes, simplesmente Dudu.

Parabéns, e que Deus te abençoe!

 

sexta-feira, 10 de abril de 2026


Foz do Iguaçu é Logo Ali!

Foram aproximadamente três meses de espera pela viagem a Foz do Iguaçu, para que o Coral Viva Você, da Secretaria de Estado da Educação, pudesse se preparar para essas apresentações.

Foram muitas horas de ensaio, que se repetiram até que a nossa maestrina Nara e o nosso coordenador Tio Marlon aprovassem não somente a performance nas notas e letras, mas também na expressão e representação artística do nosso Coral.

Esta semana foi corrida para todos os coralistas, mas, para quem coordena, ensaia, entra em contato com os responsáveis pelo Festival Internacional Três Fronteiras 2026 e, além disso, precisa ficar reenviando os localizadores das passagens repetidas vezes, não é uma das melhores tarefas. Obrigado, Tio Marlon!

Por outro lado, imagino que a rotina de quem ensaia também, por vezes, é muito dura, especialmente para quem tem ouvido absoluto, que consegue perceber pequenos erros que os meus jamais perceberiam. Começa no primeiro, depois vai para o compasso vinte e seis e volta para o quatorze, sempre prezando pela pureza dos sons e pela beleza da melodia. Obrigado, Nara!

Todo coral tem um instrumento que serve de base para os coralistas nas apresentações, quando não cantam à capela. No Coral Viva Você, temos um teclado que tem feito a diferença ao longo da existência do nosso grupo, sendo elegantemente executado pelo nosso tecladista, que chegou de mansinho e, a cada dia, mostra sua importância para o grupo. Obrigado, Ricardo.

Cantar qualquer música, mas, em especial, a brasileira sem percussão, é a mesma coisa que ir ao cinema e não comprar um saco grande de pipoca — e ainda comer tudo antes da metade do filme. Não tem graça! Por isso mesmo, somos privilegiados por termos conosco uma percussionista que, além de uma sensibilidade incrível, tem o dom de produzir sons maravilhosos e também de transmitir tudo o que sabe. Obrigado, Flávia!

Ainda no universo instrumental, encontramos os assistentes de percussão. Este que vos escreve, que chegou de mansinho e vai, aos poucos, dentro das suas possibilidades, aprendendo. E temos outro amigo que, além de tocar vários instrumentos de percussão, ajuda no vocal — e acredito que, em alguns momentos, tenha dúvida se canta ou toca. Obrigado, Sergio!

Estou no coral há vários anos e tive a oportunidade de passar por diversas formações. Na minha opinião nada modesta, acho que esta é a melhor delas. Consigo sentir equilíbrio entre os naipes. Nosso grupo vem amadurecendo a cada ano que passa e temos recebido, de presente, pessoas que fortalecem a nossa unidade e que despontam naturalmente. Obrigado, Vinicius!

Somos felizes por termos uma pessoa que viajou para curtir o merecido descanso em família, mas, quando retornou, seu lado social ficou evidenciado, com sua preocupação em ter uma reserva para auxiliar os coralistas e agradecer ao motorista que nos acompanhará na locomoção pela Tríplice Fronteira. Obrigado, Petro!

O que falar das duas meninas que ficam nos bastidores, procurando ajudar em tarefas que nem imaginamos como coralistas, pois elas não aparecem? Uma só faz rir — e a outra também. Rosângela e Lurdinéia, nossos agradecimentos.

Todo coral que se preze precisa ter dançarinos, que carinhosamente recebem o apelido de “pés de valsa”. São coralistas que cantam, dançam, encantam e impressionam. Obrigado a todos os dançarinos das ocasiões especiais!

Aos coralistas Alaídes, Ângela, Daniele, Denise, Edilene, Edimauro, Gustavo, Iolina, Lurdinéia, Cida, Cristina, Glória, Zezé, Mirtes, Moeda, Onorina, Petronilha, Lia, Márcia, Marlon, Rosângela, Sandra, Sara, Sérgio, Simone, Tânia, Teresina, Vinicius Brito e Vinicius Camargo, presentes neste Festival Internacional das Três Fronteiras, para não me tornar repetitivo... muito obrigado! Vamos brilhar para bem representar o nosso Estado do Espírito Santo e os nossos colegas que não vieram conosco.

Quero terminar este texto com um toque de saudade, a partir de uma frase que ouvi de Cida: — Roberto, todos os anos Creuza, de saudosa memória, pegava o panfleto do Festival Internacional das Três Fronteiras e dizia: “Um dia iremos participar”. Mas ela não pode mais fazê-lo. Entretanto, nossa participação é uma homenagem à memória dela e de todos os outros componentes que agora cantam no Coral Divino. Afinal, Foz do Iguaçu é logo aqui!

É isso por hoje... é vida que segue!