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sábado, 21 de março de 2026




ESSE TEXTO NÃO É SOBRE FUTEBOL

Não é sobre a vitória de virada...

Não é sobre ter ou não o melhor time do campeonato...

Não é sobre ser um grupo recheado de jogadores com limitações...

Não é sobre ter dinheiro para investir no mercado do futebol...

Não é sobre ter ou não oportunidade entre os grandes clubes do seu país...

Não é sobre ter começado o campeonato sem chances de estar entre os primeiros ou entre os melhores...

Não é sobre a visão que os outros têm do seu time, agora ou ao longo do campeonato...

Não é sobre as partidas difíceis que o elenco enfrentará durante a competição...

Não é sobre o jejum de títulos ao longo de impiedosos anos, nem sequer um campeonato estadual chamado, pejorativamente, de “carioquinha”...

Não é sobre entrar em certas etapas do jogo e se sentir injustiçado quando o seu time perde, empata ou vence nos acréscimos...

Não é sobre ter a impressão de que todas as disputas foram perdidas, assim como a partida...

NÃO, ESSE TEXTO NÃO É SOBRE FUTEBOL!

É sobre a vida...

É sobre vivê-la com dignidade o tempo inteiro...

É sobre encarar todos os desafios, de dentro e de fora de nós...

É sobre encarar as nossas maiores batalhas o tempo todo, com foco em dias melhores...

É sobre saber sofrer no tempo certo: sozinho, com a família e, outras vezes, com os amigos mais chegados que irmãos...

É sobre saber que sempre haverá uma oportunidade de vencer, ainda que mínima, e que não pode ser desprezada...

É sobre buscar a vitória até o fim, sem esmorecer, sempre acreditando que o amanhã será um novo e lindo dia...

Este texto é uma homenagem aos meus irmãos, parentes, amigos de perto e de longe e colegas de trabalho. Sou grato a Deus pela vida de todos eles e concluo citando o apóstolo Paulo, em Filipenses 3:13-14: “Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus.”

· Todos nós precisamos de um alvo, de uma razão para viver.

· Que alvos você tem estabelecido para sua vida?

· Se os seus alvos não têm superado as suas expectativas, apresento-lhe Jesus, que é o alvo perfeito e a melhor razão para viver.

Até a próxima...

sexta-feira, 20 de março de 2026


CONTOS DA QUARESMA...

O Caso da Menina da Lagoa Perdida

A fazenda era uma das mais belas da região, e todos que iam à cidade tinham que visitá-la, pois era um lindo ponto turístico. Para chegar ao local, quem vinha do lado sul da cidade era obrigado a atravessar o lugarejo, disputando espaço entre os carros — pouquíssimos na época —, uma grande quantidade de carroças e entregadores com carrinhos de mão; alguns transportavam as bagagens na cabeça.

Nesse misto de gente, chegou uma família em uma Kombi, modelo de carro que fez bastante sucesso na década de 70, sendo a preferida e símbolo do movimento hippie, associada à liberdade, viagens e festivais. Após comprar alguns mantimentos, o chefe da casa acomodou a família no carro, deu a partida e seguiu para seu destino: a Lagoa Perdida.

As crianças não conseguiam esconder o entusiasmo e faziam uma verdadeira algazarra, apertadas no carro, pois, naquele tempo, a lotação dos veículos correspondia à quantidade de pessoas que conseguissem permanecer espremidas dentro deles. À medida que a viagem avançava, os buracos iam ganhando protagonismo — péssimo para o motorista, mas uma festa para as crianças.

Depois de muita poeira e solavancos, finalmente chegaram ao local onde ficava a Lagoa Perdida. A casa era grande, tinha uma ampla varanda e fora construída sobre uma boa elevação do terreno, de modo que havia um belo porão. A residência tinha uma sala, cinco quartos, uma grande cozinha com fogão a lenha e uma mesa de refeições com oito lugares.

Da varanda da casa dava para avistar os campos verdes e a mata que ficava a aproximadamente três quilômetros. Porém, para chegar até aquele local, era preciso passar entre as árvores que circundavam a casa e descer uma pequena depressão de terra, onde ficava a lagoa. Recebia o nome de “Perdida” porque, ao olhar de longe, ninguém imaginava que haveria água naquele lugar.

Do lado oposto da casa, um pouco mais abaixo, havia um rio. Logo que a família chegou, apaixonou-se pelo local e resolveu adquiri-lo, e foi uma festa para a criançada. Eles se divertiam sempre que voltavam da escola, na parte da tarde. Era difícil se concentrarem no almoço, pois os pensamentos estavam naquela lagoa e em suas águas traiçoeiramente paradas.

A lagoa fazia a alegria das pessoas daquele lugarejo e, dia após dia, o número de frequentadores só crescia, com parentes e famílias que enchiam o local a cada fim de semana ou mesmo nas férias de fim de ano. Tudo era motivo de alegria, até que um fato inesperado mudou tudo.

Um belo dia, a mãe resolveu voltar mais cedo para casa, deixou os filhos brincando na beira da lagoa e foi preparar o jantar. Pediu que não demorassem. Foi um erro que ela jamais esqueceria.

O final da tarde chegou, assim como os meninos, que, depois de muito brincarem na lagoa, retornaram para casa — porém, sem a menina. A mãe os interrogou sobre a irmã, mas eles não tinham resposta, pois imaginaram que ela havia voltado com a mãe e não sabiam onde estava. Os dois irmãos ficaram tão envolvidos nas brincadeiras que não perceberam em que momento a irmã se afastou.

Imediatamente, as atenções se voltaram para a lagoa, e muitas pessoas foram até a casa dos pais que, desesperados, começaram a fazer buscas. Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi ao local com os equipamentos disponíveis na época, mas nem mesmo vestígios da menina foram encontrados. Foi uma longa noite de buscas na lagoa e nos arredores; alguns homens chegaram a entrar na mata, mas a menina não foi encontrada.

Entretanto, durante o trabalho frenético dos bombeiros e vizinhos, estranhamente, um cavalo, não muito longe dali, insistia em relinchar tristemente, como se soubesse da dor daquelas pessoas. Com o passar dos dias, o animal acabou morrendo e, ao que parece, foi de tristeza, como se soubesse de alguma coisa.

Os dias se passaram, e aquela família, melancolicamente, assentava-se no alpendre, olhando na direção da lagoa, na esperança de que a menina voltasse — porém, isso não aconteceu. Depois de algumas semanas, um fato estranho começou a ocorrer todas as noites, assim que escurecia, por volta das 19 horas: um grito ensurdecedor de menina e o galope de um cavalo, relinchando forte, passando pela casa. O fato se repetia noite após noite, e todos ficavam assustados e arrepiados com aqueles acontecimentos, mas, quando saíam da casa, nada viam.

Certa vez, a família recebeu um grupo de parentes que chegou no final de uma manhã, sem saber o que acontecia naquele lugar. Um pouco antes do fim do dia, saíram para andar pela propriedade e, quando voltavam para casa — já estava escuro —, de repente ouviram um grito horrível de menina e o galope de um cavalo relinchando na estrada próxima ao casarão. Os visitantes entraram em pânico.

Os homens que estavam por perto correram para ver se encontravam alguma coisa e, ao entrarem na casa, encontraram crianças e mulheres desesperadas, pois, naquele dia, os gritos da menina foram mais fortes, assim como o relincho e o galope do cavalo foram mais intensos do que nos outros dias. Era como um aviso de que não queriam gente estranha ali, além da família.

Naquela mesma noite, os parentes da cidade convenceram a família a ir embora, pois a impressão que tinham era a de que naquele local havia uma alma chorando, querendo retornar de um mundo que não mais lhe pertencia e do qual não poderia se libertar, mas que insistia em passar todas as noites para lembrá-los de que vagava por aquela região.

Na manhã seguinte, as malas já estavam prontas com tudo o que conseguiram juntar, e partiram com os corações partidos, com medo de olhar para trás, pois não queriam ouvir novamente aqueles sons, embora jamais tenham se esquecido da filha e irmã querida. A notícia acabou se espalhando, e ninguém se aventurou a comprar a propriedade. Conta-se que, até hoje, ainda se ouvem os trotes de um cavalo e o grito triste de uma menina vindos da Lagoa Perdida, numa fazenda abandonada.

Não sou fã de águas paradas e conheço histórias tristes de lagoas. Quem sabe um dia eu possa contá-las, mas, por enquanto, ficaremos com esta, que ouvi de uma grande amiga, que diz ter testemunhas de que isso aconteceu e pode me levar próximo ao local onde ficava a lagoa... Agradeci e disse que prefiro ficar nas luzes da Grande Vitória ou pensando no meu pequeno Cachoeiro. Devo esclarecer que não tenho medo de fantasmas, mas sou extremamente prudente.

É isso por hoje... É vida que segue!!!


segunda-feira, 16 de março de 2026

Contos da Quaresma...

Ela é boazinha... não se preocupem! 

Era um final de semana, e aquele esposo, todo animado, convidou sua amada para passar dois dias no interior do Espírito Santo, numa cidade bucólica de certa região do estado que é muito procurada por casais e famílias que desejam apreciar as montanhas e tomar caldos de variados sabores.

Eles contaram os dias, torcendo para que a semana passasse bem rápido e, na sexta-feira, saíram da capital, Vitória, e partiram em direção à região, buscando aproveitar um bom fim de semana, regado a vinhos, comidas típicas da região e passeios em pontos turísticos.

A cidade, por ser pequena e atrair muita gente, apesar de ficar perto da capital, nos finais de semana tem o acesso muito difícil, pois o número de veículos é grande e o trânsito fica impraticável, sendo necessário ter muita paciência. Confesso que, apesar de gostar muito da cidade, não me arrisco a enfrentar os engarrafamentos que acontecem naquele local, mas acredito que todo esforço é válido para agradar a pessoa amada.

Chegaram à pousada e se surpreenderam com a simpatia da recepcionista, que era uma moça de olhos claros e cabelos que pareciam irradiar o brilho da luz que invadia aquele lugar. Fizeram o check-in, se acomodaram e depois saíram para aproveitar um pouco da noite, degustar a especialidade de um certo restaurante — o capeletti de frango —, tomar um bom vinho e apreciar as estrelas. Depois disso, chegou o momento de retornar ao hotel.

Ao retornarem ao hotel, a moça já não se encontrava mais no local, mas sim um senhor que educadamente os recebeu. Naquele momento, perceberam que havia muitas fotos emolduradas na parede e, pelo visto, eram antigas, de pessoas falecidas. Uma delas chamou a atenção do homem, que fez um comentário sobre a figura da mulher na moldura, achando-a feia, muito esquisita e com um olhar assustador.

Pegaram a chave do quarto e começaram a subir as estreitas escadas, que denunciavam que aquela construção era bem antiga, mas os proprietários a mantinham muito bem conservada. Porém, aquele marido não conseguiu tirar da mente o olhar assustador daquela mulher do retrato envelhecido na parede.

Tudo pronto para dormir, aos poucos o sono foi chegando, ajudado por algumas taças de vinho bebidas durante o jantar, e a noite cumpriu o seu papel: foi avançando lentamente, com o silêncio que o local proporcionava, e até aquele momento tudo fazia crer que as próximas horas seriam de calmaria.

As luzes do quarto foram apagadas e as últimas providências foram tomadas. Finalmente o casal se deitou e, quando estavam prestes a relaxar, algo estranho começou a acontecer. Em determinado momento, o homem ouviu um certo barulho que vinha da porta do banheiro.

Ele se levantou e percebeu que a porta estava entreaberta e achou estranho, pois não havia inclinação no portal que proporcionasse tal fato, e muito menos corrente de ar, uma vez que as janelas estavam fechadas e, pelo fato de o local ser frio, nenhum ventilador ou ar-condicionado havia sido ligado.

Após fechar e examinar bem a porta, deitou-se novamente e, algum tempo depois, percebeu que o barulho se repetiu e ela novamente estava aberta. O homem ficou arrepiado, pois via a porta se movimentando no movimento de abrir e fechar, como se alguém a empurrasse para entrar e outra pessoa a impedisse de sair. Foi uma cena de horror que ficou marcada na vida daquele homem.

Com muito cuidado, ele se levantou mais uma vez, totalmente amedrontado e não querendo acordar sua esposa. Foi tremendo, até a porta, fechou-a e, ao mesmo tempo, sentia um vento frio que corria pelo local. A impressão era de que a onda de ar frio cortava sua roupa, penetrando pelo seu corpo. “Agora está travada”, pensava ele.

Deitou-se mais uma vez, conseguiu fechar os olhos e dormiu. Então aconteceu outro fato que chamou a atenção daquele homem: a porta novamente se abriu e, sem nenhuma explicação, sua esposa apareceu deitada com o corpo virado para os pés da cama e acordou desesperada. Fatos estranhos estavam acontecendo naquele quarto e eles não tinham explicações para tais fenômenos.

A partir daquele momento, o casal já não conseguia dormir, mas também não queria fazer barulho, considerando que já era madrugada. O único meio que encontraram para passar a noite foi conversando até o dia amanhecer. Foi a mais longa da vida daquele casal.

Quando os primeiros ruídos começaram a denunciar que o dia estava amanhecendo, eles, ainda assustados, tomaram um bom banho para tentar tirar o cansaço de uma noite mal dormida, organizaram seus pertences e foram conversar com a proprietária, expondo a experiência vivida naquela madrugada.

Como num toque de atração involuntária, mais uma vez olharam para as fotos e indagaram sobre aquela senhora que eles haviam rotulado de estranha. A explicação que receberam foi que ela falecera no quarto onde eles dormiram e que, segundo a recepcionista, de tempos em tempos aconteciam fenômenos que eram atribuídos àquela senhorinha, mas não era preciso se preocupar: ela é boazinha.

O casal, ainda assustado com as experiências vividas naquela noite, saiu do local com aquela última frase da mulher, que se portava como se os acontecimentos tivessem sido algo natural: Ela é boazinha... não se preocupem!

Foram embora e prometeram não voltar àquele lugar tão cedo. Bem, essa foi a história que ouvi como verdadeira de um amigo motorista da Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo e, como ele é meu amigo, acreditei e a contei aqui.

Já passei várias vezes por aquele hotel, mas não me arrisquei a dormir lá, pois vai que a tal senhorinha resolva aparecer e me assustar. Medo não tenho, porém não estou mais na idade de ficar levando sustos. E, se vocês estão pensando em outro motivo qualquer, sinto muito em lhes dizer: estão enganados!!!

É isso por hoje... é vida que segue!


domingo, 15 de março de 2026


CONTOS DA QUARESMA... 

Existe uma tradição, surgida da crendice popular, de que assombrações aparecem durante a Quaresma. Cientificamente, nada foi comprovado, mas há quem jure ter visto, ouvido ou até sido perseguido por criaturas que surgem nessa época.

Essa tradição vem de interpretações culturais sobre os 40 dias que Jesus passou no deserto sendo tentado. Seria um período de grande conflito espiritual, em que as forças do mal estariam fortemente ativas na Terra.

Na minha infância, ouvi muitas histórias e confesso que nunca desejei ter essas experiências surreais. No entanto, acredito em quem diz que viu, ouviu ou chegou a correr de imagens fantasmagóricas.

Para os católicos, a Quaresma é um tempo de jejum, oração e penitência, focado nas práticas da vida religiosa. É um momento em que muitos se abstêm de bebidas e buscam restaurar comunhões perdidas ao longo do ano; um tempo de reconexão com Deus, e não um período de medo ou de fenômenos espirituais.

Não é meu objetivo questionar a fé, nem as pessoas que já tiveram experiências de arrepiar até o último fio de cabelo. Nesta Quaresma, vou contar algumas histórias que ouvi em forma de contos e crônicas. Você pode me acompanhar, mas não vale ter medo!

Então, podemos combinar assim: nos vemos mais tarde... 


sábado, 14 de março de 2026


AS MENINAS DE MARÇO DE NOSSA FAMÍLIA...

O mundo das telenovelas sempre foi repleto de tramas e dramas que, em momentos diversos, retratam a vida real, e outras não passam de ficção que, ainda assim, encantam muitas pessoas. Algumas são novelas ao estilo pastelão, que apenas nos fazem rir das situações absurdas que apresentam.

Nos últimos meses, a Rede Globo vem apresentando ao público sua novela das nove, “Três Graças”. Apesar de não ter assistido a nenhum capítulo e, por isso mesmo, não ter a mínima ideia do que se trata, por outro lado sou fascinado pela palavra graça.

Quando se fala em graça, o primeiro pensamento que me vem à mente é o favor imerecido e o amor incondicional que Deus concedeu à humanidade. E essa graça é uma só, e nos foi dada através de Jesus Cristo. É um presente que Deus nos dá, e todos os dias precisamos reconhecê-la em nossas vidas.

Como família, somos gratos, pois Deus manifestou a sua bondade por três vezes neste mês conhecido como o mês das águas de março. Este ano tem sido muito difícil, pois as chuvas têm caído de maneira impiedosa em alguns estados do Brasil.

Foi justamente no dia treze de março que nasceu a primeira das três meninas da família. Naquela época, quando correu a notícia do nascimento da criança, todos souberam que era uma menina que cresceu rodeada de quatro irmãos e, sendo a mais nova, viveu os privilégios dos caçulas. Porém, desde muito cedo demonstrou um gosto especial pelos estudos e pela leitura.

Não foi uma infância muito fácil, mas a menina gostava de ouvir as músicas que tocavam na Rádio Cachoeiro e tinha predileção pelas letras em inglês, até que, em um determinado dia, minha mãe resolveu matricular a pré-adolescente em um curso de língua inglesa. Esse fato transformou sua vida, e ela se tornou uma grande professora, profundamente fluente no idioma, além de uma leitora voraz de todos os livros da biblioteca de nossa casa.

Solange, ao longo dos anos, tem vivido experiências que foram conquistadas através de seus esforços e de muita força de vontade. É uma irmã talentosa nas interpretações musicais, bem como nas teatrais. Nos últimos anos, tem desempenhado um importante papel como companhia constante junto à nossa querida mãe. Receba o nosso carinho, abraço e reconhecimento nesta data que é tão especial para você quanto para todos nós.

A segunda menina nasceu no nono dia do mês. Uma criança linda, apresentada pelos pais aos familiares e amigos, e a todos encantava. Durante sua adolescência e o início de sua juventude, alguns momentos foram difíceis, mas, em todo o tempo, ela contou com o carinho de sua avó e de sua família. Tornou-se uma moça linda e vencedora e nunca deixou de honrar as pessoas que foram importantes em sua vida.

Jéssica é uma sonhadora, como muitos jovens dos nossos dias, e tem um belo futuro a trilhar, que será encarado com muita coragem, assim como todos os desafios que venceu nas várias etapas de sua vida. Sou um admirador da sua forma leve de ser e viver e torço e vibro com suas conquistas. Que Deus a abençoe.

A terceira menina do mês também é do dia nove, sendo a mais nova do grupo. Desde cedo, ela se mostrou uma criança adorável e muito tranquila. Recordo-me de quando ela ia passar o dia na casa dos nossos pais, seus avós paternos, e aquela criança chegava ao quarto, deitava-se ao lado do avô, conversava com ele e lhe demonstrava um grande carinho.

Eram gestos simples de uma criança, manifestação genuína de amor por alguém que passava muito tempo deitado devido às comorbidades do AVC sofrido; mas, além do sorriso dele, seus olhos brilhavam de satisfação com a presença da neta.

Lorena, a menina linda que cresceu, tornou-se mãe de uma menina e continua conquistando espaços sem perder a serenidade e a doçura que sempre foram características de sua personalidade. Querida, sou grato a Deus por sua vida, e meu desejo e oração é que você nunca perca a sua doçura.

Março, além das águas, sempre será o mês de Solange, Jéssica e Lorena, as meninas de nossa família. Desejo que Deus as abençoe com saúde e muitos anos de vida. Beijos nos corações!

É isso por agora... é vida que segue!




 


quarta-feira, 11 de março de 2026
















"Viver é melhor que sonhar..."

 Os ensaios continuam, pois a vida não pode parar...

...e o Festival de Corais das Três Fronteiras (Brasil, Paraguai e Argentina) é logo ali.

Cantar me deixa mais leve após a correria do dia...

...entre processos de doações, desapropriações e regularizações.

Cantar me transporta para novos lugares através das letras das canções...

...tais como: Aquarela Brasileira, Wade in The Water, Xote Capixaba e Betelehemu.

Cantar me torna um bom ouvinte: da minha voz e da voz do outro...

...pois somente assim acontece a harmonia entre os diferentes naipes.

Cantar me reconecta com o mais profundo do meu ser...

...a música me leva a uma viagem interior por todos os meus sentidos.

Cantar me ensina a viver sem preconceito aos estilos musicais...

...quanto aos ritmos, instrumentação e gêneros, do clássico ao moderno.

Cantar me traz à reflexão muitas letras, em especial aquela do poeta, que diz que cantar é mover o dom...

...dom de nascer, de viver, de chegar, de partir, de amar, de seduzir e de sorrir.

Cantar me faz tão bem que, durante as quatro horas semanais, esqueço-me...

...das labutas, das lidas, intrigas, fadigas, crenças, doenças e descrenças.

Cantar me deixa com a sensação de leveza das águias...

...é como planar sobre as mais altas montanhas sem sair do lugar.

Cantar é vitória sobre a lida, é graça que abraça, é abraço que aquece...

...e um entrelaçar de vidas que tocam os sentidos e acalmam os corações.

Cantar é viver, cantar é Viva Você!

 


sábado, 7 de março de 2026

Dia Internacional da Mulher
(Homenagem à minha mãe e a outras mulheres importantes na minha vida)
 

A década de 70 foi considerada a mais nobre no cenário da música popular brasileira, pois nela se consagraram artistas de todos os estilos — do samba e chorinho às grandes duplas, passando pela Jovem Guarda e pelas músicas de protesto. Dizem que o início daquela década trouxe os anos mais marcantes para os frequentadores das noites cariocas, regadas à boemia.

Os dias eram assim: naquele tempo, as crianças começavam a trabalhar cedo. Recordo-me de passar parte do meu dia nos fundos de uma loja no centro de Cachoeiro, em uma “fábrica de vidros” (material para seringas veterinárias). Nossa diversão era ouvir rádio à tarde, já que eu estudava no turno matutino.

O Dia Internacional da Mulher passou a ser reconhecido pela ONU em 1975, e foi nos anos 70 que começaram as comemorações no Brasil, com debates e simpósios que se espalharam pelo país. Confesso que, naqueles tempos, eu não tinha a menor ideia da existência ou da importância de tal data.

Mesmo sem entender o significado desse dia, era impossível não perceber a importância de uma grande mulher: minha querida mãe. À medida que eu ganhava consciência sobre a vida, na adolescência, ouvia na antiga rádio Cachoeiro uma música de Nelson Cavaquinho, lançada em 1973, chamada “Nome Sagrado”, que era uma linda homenagem às mulheres.

Todos os anos, no Dia Internacional da Mulher, lembro-me das muitas figuras femininas que participaram e ainda participam da minha trajetória. Hoje, quero homenagear algumas delas:

Tia Babá: Mulher que me conheceu muito cedo; fui tratado como um filho. Recordo-me de muitos momentos da minha infância ao seu lado. Uma mulher que fez muito pelos amigos e parentes. Minha gratidão!

Tia Laurinda: Mulher de fibra que, durante toda a vida, foi destemida. Enfrentou todas as provações e, ainda hoje, não se furta de encarar as lutas do presente. Minha gratidão!

Tia Lucy: Viveu pela fé cada segundo da vida. Mesmo tendo tido oportunidades de desistir diante das lidas, optou por seguir em frente, cumprindo a missão recebida de Deus. É determinada e não tem medo de viver um dia de cada vez com muita dignidade. Minha gratidão!

Tia Alzira: Sempre demonstrou um carinho imenso pela cunhada (minha mãe); esse cuidado sempre me impressionou. Visitar minha mãe parecia ser uma incumbência de todos os domingos, mas bem sabemos que era puro afeto com a viúva de seu irmão mais velho. Minha gratidão!

Ana Eremita Bravim Ribeiro: Colega de concurso que se tornou uma grande amiga ao longo dos anos em que trabalhamos na Secretaria de Estado da Educação. Mulher forte, determinada e profundamente comprometida com o zelo pelo erário público. Minha gratidão!

Victoria Maria Matos: Grande mulher com quem convivi por dois bons anos. Tive a oportunidade de estar perto dela e ver sua grandeza como ser humano. Victória é dessas que não desistem nunca; ela fez disso um lema de vida. Minha gratidão!

Dona Maria Gomes, minha mãe: Matriarca de uma família de seis filhos, que cresceu com a chegada de netos e bisnetas. Desde cedo, aprendeu a administrar a casa e a resolver todos os problemas que surgiam enquanto o saudoso marido trabalhava nas estradas de ferro da velha Leopoldina.

Foram anos difíceis, nos quais vi a força de uma mulher que se reinventava todos os dias para trabalhar pela sobrevivência. Uma mulher como aquela Maria, retratada por Milton Nascimento, que nunca desistiu de ter fé na vida. Lutou para superar doenças, cirurgias, ventos contrários e tribulações, mas continuou vivendo com fé em Deus.

Durante a pré-adolescência, quando ouvia Nelson Cavaquinho dizer que "o nome de mulher é um nome consagrado" e que "mulher é um nome para ser respeitado", aquilo ia como uma flecha ao meu coração. Como primogênito, acompanhei todas as lutas da minha mãe e, para mim, ela era uma mulher sagrada. São sentimentos que não tenho como explicar.

Para essa mulher, minha eterna gratidão e reconhecimento por tudo o que fez por mim e por todos os meus irmãos. Mulher que teve a sua trajetória transformada pela presença de Jesus. Mulher que apresentou e realizou o culto de centenas de crianças nos lares e na Igreja Batista do Aquidabã, em Cachoeiro. Mulher que procurou servir ao Reino de Deus através da sua vida.

Não posso deixar de agradecer a Deus por todas as mulheres da minha família: primas, irmãs, tias, sobrinhas, amigas e irmãs em Cristo. Algumas delas merecem, sem nenhuma sombra de dúvida, capítulos especiais.

Neste Dia Internacional da Mulher, gostaria de homenagear todas as que fazem a diferença na nossa sociedade, em um tempo no qual ainda temos muito pelo que lutar: por direitos, respeito, reconhecimento e dignidade para as mulheres de nosso país.

É isso por hoje... é vida que segue!