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quarta-feira, 15 de julho de 2026


A era da intolerância futebolística, política e religiosa...

Futebol, política e religião são os três pilares da paixão humana. Por isso mesmo, alguém já disse que não se deve discutir esses assuntos. Entretanto, os últimos acontecimentos nessas três áreas têm nos surpreendido de maneira bem desagradável. Na Copa do Mundo, em Brasília e, nesta segunda-feira, na cidade de Nerópolis, região metropolitana de Goiânia. Tenho dificuldade de entender se foi vandalismo ou intolerância religiosa. Reprovo veementemente as duas atitudes.

Tenho me preocupado com os rumos que essa tríade de assuntos tem tomado em nosso país, diante de certos movimentos de intolerância, quer seja racial, religiosa ou política, em um ano eleitoral. Acho muito estranho o comportamento de certa parte da população brasileira que, nos últimos anos, tem se comportado de maneira visceral diante desses três assuntos. Mas colocar fogo em Santa é o cúmulo do absurdo.

Até alguns anos atrás, as instituições eram respeitadas, e seus monumentos também, mas, a partir de certo tempo, parece-me que estamos voltando à Idade da Pedra em todos os sentidos. Não somente os assaltos, mas também o desrespeito com a fé alheia. Uma promotora de justiça repreendeu um conselheiro tutelar por mencionar o nome de Deus no início de uma cerimônia, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.

A impressão que tenho é que a humanidade está retornando aos seus sentimentos mais animalescos, e tudo se resolve com a destruição de qualquer coisa com a qual não concordamos. Isso vale para religião, futebol e política.

Ser o dono da verdade absoluta, sem sequer dar oportunidade para o outro expressar o seu pensamento, virou moda. Se o outro pensa diferente, torna-se meu inimigo mortal! Se nasceu em um país onde os seus pais eram imigrantes, acabou. As pessoas são comparadas a macacos e tratadas como uma subespécie humana — isso quando não jogam bananas e imitam os guinchos dos macacos.

Desde 1982, perdi o encantamento com a Copa do Mundo de futebol, em função da eliminação do Brasil e diante da insistência de Telê Santana com Serginho no ataque, uma vez que Roberto Dinamite era muito mais jogador, mas, neste ano, confesso que peguei nojo. Tanto pelas atitudes das torcidas bem como pelas posturas de autoridades máximas do país anfitrião, e pela postura dos dirigentes da FIFA. Vergonha mundial!!!

O tempo passa, a tecnologia aumenta, e a distância e a agressividade entre as pessoas crescem de maneira assustadora. O que fazer diante desses fatos? Perdemos paulatinamente a capacidade de dialogar em detrimento dos exageros de gritar para defender nossas ideias, de modo que estamos nos tornando insensíveis ao nosso próximo.

Sem querer, estamos vivendo a síndrome do sapo fervido, que é uma metáfora que descreve: se um sapo for colocado numa panela de água fria que vai se aquecendo aos poucos até ferver, o sapo vai continuar lá até morrer. Estamos sendo aquecidos aos poucos com intolerâncias, mentiras e falcatruas e vamos morrendo aos poucos, bebendo água envenenada por todas as instâncias que dominam os meios de comunicação de massa.

Mas não se deixem assustar por nada disso, pois a sempre atual Bíblia nos diz, em Mateus 24:12: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará”. No verso 11 do mesmo capítulo, ela diz que “surgiriam falsos profetas e enganariam a muitos”, mas o verso 13 tão somente nos pede para perseverar até o fim, pois seremos salvos. É o fim dos tempos e, para quem não crê, basta olhar para os sinais: terremotos, violência entre a população e a estupidez das guerras em todas as instâncias da sociedade e das nações

Tenho certeza de que precisamos interceder uns pelos outros, mas pedindo muito a Deus que mude a nossa natureza, pois nem sempre o que queremos para os outros é uma realidade na nossa vida. A começar por mim, Deus, mude a nossa nação.

É isso por hoje... é vida que segue!

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