Futebol,
política e religião são os três pilares da paixão humana. Por isso mesmo,
alguém já disse que não se deve discutir esses assuntos. Entretanto, os últimos
acontecimentos nessas três áreas têm nos surpreendido de maneira bem
desagradável. Na Copa do Mundo, em Brasília e, nesta segunda-feira, na cidade
de Nerópolis, região metropolitana de Goiânia. Tenho dificuldade de entender se
foi vandalismo ou intolerância religiosa. Reprovo veementemente as duas
atitudes.
Tenho
me preocupado com os rumos que essa tríade de assuntos tem tomado em nosso
país, diante de certos movimentos de intolerância, quer seja racial, religiosa
ou política, em um ano eleitoral. Acho muito estranho o comportamento de certa
parte da população brasileira que, nos últimos anos, tem se comportado de
maneira visceral diante desses três assuntos. Mas colocar fogo em Santa é o
cúmulo do absurdo.
Até
alguns anos atrás, as instituições eram respeitadas, e seus monumentos também,
mas, a partir de certo tempo, parece-me que estamos voltando à Idade da Pedra
em todos os sentidos. Não somente os assaltos, mas também o desrespeito com a
fé alheia. Uma promotora de justiça repreendeu um conselheiro tutelar por
mencionar o nome de Deus no início de uma cerimônia, em Duque de Caxias, no Rio
de Janeiro.
A
impressão que tenho é que a humanidade está retornando aos seus sentimentos
mais animalescos, e tudo se resolve com a destruição de qualquer coisa com a
qual não concordamos. Isso vale para religião, futebol e política.
Ser
o dono da verdade absoluta, sem sequer dar oportunidade para o outro expressar
o seu pensamento, virou moda. Se o outro pensa diferente, torna-se meu inimigo
mortal! Se nasceu em um país onde os seus pais eram imigrantes, acabou. As
pessoas são comparadas a macacos e tratadas como uma subespécie humana — isso
quando não jogam bananas e imitam os guinchos dos macacos.
Desde
1982, perdi o encantamento com a Copa do Mundo de futebol, em função da
eliminação do Brasil e diante da insistência de Telê Santana com Serginho no
ataque, uma vez que Roberto Dinamite era muito mais jogador, mas, neste ano,
confesso que peguei nojo. Tanto pelas atitudes das torcidas bem como pelas
posturas de autoridades máximas do país anfitrião, e pela postura dos
dirigentes da FIFA. Vergonha mundial!!!
O
tempo passa, a tecnologia aumenta, e a distância e a agressividade entre as
pessoas crescem de maneira assustadora. O que fazer diante desses fatos?
Perdemos paulatinamente a capacidade de dialogar em detrimento dos exageros de
gritar para defender nossas ideias, de modo que estamos nos tornando
insensíveis ao nosso próximo.
Sem
querer, estamos vivendo a síndrome do sapo fervido, que é uma metáfora que
descreve: se um sapo for colocado numa panela de água fria que vai se aquecendo
aos poucos até ferver, o sapo vai continuar lá até morrer. Estamos sendo
aquecidos aos poucos com intolerâncias, mentiras e falcatruas e vamos morrendo
aos poucos, bebendo água envenenada por todas as instâncias que dominam os
meios de comunicação de massa.
Mas
não se deixem assustar por nada disso, pois a sempre atual Bíblia nos diz, em
Mateus 24:12: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará”.
No verso 11 do mesmo capítulo, ela diz que “surgiriam falsos profetas e
enganariam a muitos”, mas o verso 13 tão somente nos pede para perseverar até o
fim, pois seremos salvos. É o fim dos tempos e, para quem não crê, basta olhar
para os sinais: terremotos, violência entre a população e a estupidez das
guerras em todas as instâncias da sociedade e das nações
Tenho
certeza de que precisamos interceder uns pelos outros, mas pedindo muito a Deus
que mude a nossa natureza, pois nem sempre o que queremos para os outros é uma
realidade na nossa vida. A começar por mim, Deus, mude a nossa nação.
É
isso por hoje... é vida que segue!

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