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quinta-feira, 29 de agosto de 2024


 Os céus declaram a glória Deus...

... deixe que essa imagem invada sua mente.

... deixe que seja capturada pelas "meninas" dos seus olhos.

... deixe que fique gravada no local mais profundo do seu coração.

... deixe que seja guardada no interior da sua alma.

... deixe que ela te acalme sempre que vc estiver agitado(a).

... deixe que ela te lembre de que os céus e a natureza declaram a glória de Deus.

...  e se Ele cuida da natureza, por certo cuidará do seu corpo, olhos, coração e alma.

... Ele cuidará de você, seus desafios diários que muitas vezes se agigantam trazendo medo e insegurança. 

... Ele cuidará de sua voz, pois é o instrumento que lhe foi dado para que você possa expressar sua gratidão.

... Ele  cuidará de sua família e casa, porto seguro  local para onde você pode voltar ao final de cada dia.

... Ele cuidará das pessoas que vivem ao relento, tocando em nossos corações dando-nos sensibilidade e empatia pelo nosso próximo.

... Ele cuidará do nosso sono para ele seja reparador e renovador das nossas forças para enfrentarmos as lutas diárias.

... desejo a todos os amigos e amigas uma excelente noite.

By: Robert

29/08/2024

terça-feira, 13 de agosto de 2024


Hoje... o dia diferente...

Hoje... a madrugada e o amanhecer, foram diferentes.

Hoje... foi um daqueles dias que pensamos em ficar ou voltar para cama de repente.

Hoje... a Grande Vitória amanheceu fria e as pessoas se olhavam tristemente.

Hoje... o ambiente no trabalho foi totalmente diferente.

Hoje... às janelas da minha sala ficaram abertas escancaradamente.

Hoje...  por incrível que pareça a temperatura tentava subir suavemente. 

Hoje... o sol se intimidou e nos deixou a desejá-lo ardentemente.

Hoje... o vento frio nos trouxe lembranças de fatos que um dia vivemos alegremente.

Hoje... a tarde avança e o sol finge que vai voltar, mas nos abandona suavemente.

Hoje... o mar na Baía Vitória estava um pouco reticente. 

Hoje... o Convento da Penha se mostrava resiliente, insistindo em abençoar pessoas não contentes.

Hoje... a volta para casa mexeu com gente e o ar frio dentro do ônibus foi permanente.

Hoje... é dia de agradecer mesmo nem tanto consciente, mas alegremente.

Hoje... a volta para casa foi diferente o frio de fora tentando invadir o coração insistentemente.

Hoje... mesmo que o dia tenha sido frio, precisamos permanecer aquecidos afetuosamente.   

Hoje... o dia foi diferente...

Robertinho

13/08/2024

 

terça-feira, 6 de agosto de 2024


A arte de sorrir cada vez que o mundo diz que não...

Essa frase é parte da letra de uma canção composta por Guilherme Arantes, eternizada na voz de Maria Bethânia... brincar de viver.

Hoje (dia 05/08), pela manhã no horário do Brasil, vimos três meninas subirem ao pódio ao final do solo na ginástica artística nas Olimpíadas de Paris... Rebeca Andrade, Simone Biles e Jordan Chiles.

Três mulheres negras causaram reverência mundial, apesar da pressão de brasileiros e americanos por seus representantes; no entanto, Simone Biles e Jordan Chiles demonstraram ao mundo que merecem respeito no esporte.

Três histórias de vidas que vale a pena conhecer um pouquinho sobre cada uma delas: a atleta que ficou em terceiro lugar, nasceu em Tualatin, Oregon, nos Estados Unidos, começou cedo como ginasta e estava tão segura na sua apresentação e sua frustração foi visível por ter ficado fora do pódio, mas quando sua classificação foi revisada, ela explodiu de alegria por ter conquistado o terceiro lugar... Jordan Chiles.

A segunda ginasta... uma mulher nascida em Columbus, Ohio e começou a ginástica muito cedo quando tinha apenas seis anos. Ela sempre se preparou com muita determinação e sempre brilhou, mas teve a coragem de desistir das Olimpíadas de Tóquio por entender que sua saúde mental era mais importante do que suas conquistas, embora fosse uma das melhores atletas do país... Simone Biles

A história da atleta que conquistou o primeiro lugar, começou com uma menina negra e pobre que veio da Vila Fátima, Guarulhos, Estado de São Paulo e nunca abandonou o sonho de ser uma grande ginasta para representar o seu país. Apesar das dificuldades que enfrentou como filha de uma família humilde que se mudou para Curitiba, para dar continuidade ao sonho da menina que nunca perdeu o seu foco que a levou no lugar mais alto do pódio em Paris... Rebeca Andrade.

Apesar de muito nova a vida de atletas de alto nível numa modalidade de esportes que o corpo é extremamente castigado para manter a performance é comum muitos jovens sucumbirem diante das pressões psicológicas da mídia, patrocinadores, torcedores e a obrigação de vencer, pois somos um país que só valoriza a vitória... podemos tirar algumas lições da vida de Rebeca.

Aprendemos com ela e sua família a arte de sorrir cada vez que o mundo diz não... quando sua mãe lutou contra a escassez de recursos para cuidar de sete filhos sem nunca perder o foco. Como muitas mulheres valorosas do nosso Brasil.

Aprendemos com ela e sua família a arte de sorrir cada vez que o mundo diz não... quando ela passou por três cirurgias no joelho que normalmente trazem inseguranças aos atletas, mas que foram vistos muito durante suas apresentações como superação das limitações que seu joelho lhe impunha.

Aprendemos com ela e sua família a arte de sorrir cada vez que o mundo diz não... apesar de suas quedas nos treinos e mesmo apresentações ela se levantava e tomava aquele momento como parte da formação da vida de uma atleta e sinalizando de que essa experiência de recomeço, deve fazer parte de nossas vidas.

Aprendemos com ela a arte de sorrir cada vez que o mundo diz que não... enquanto todos os brasileiros se mostravam furiosos por ela ter recebido uma avaliação negativa e injustas aos nossos olhos, ela apenas sorria, como se previsse: “o melhor está por vir".

Aprendemos com ela a arte de sorrir cada vez que o mundo diz que não... pois sempre demonstrou sua humildade, simpatia e admiração pelas suas rivais quando perdia e por essas razões quando obteve sua maior conquista foi reverenciada.

Aprendemos com ela a arte de sorrir cada vez que o mundo diz que não... por incrível que pareça, ela nos ajudou como país recuperar o orgulho das cores de nossa bandeira e por esta ser elevada no local mais alto do Ginásio explodindo a nação de alegria.

Cada vez mais, aprendemos a arte de sorrir quando o mundo diz que não... pois além das três mulheres negras presentes no pódio no dia (05/08), também tivemos Beatriz Souza, conquistando no dia (02/08), nossa medalha de ouro.

Cada vez mais, aprendemos com ela a arte de sorrir cada vez que o mundo diz que não... mesmo que tardiamente descobrimos que somos o país da ginástica de trampolim, ginástica rítmica, judô, tênis de mesa, nado artístico, natação, ginástica artística e não somente do futebol. A cada olimpíada percebemos que nossa história está mudando e um dia seremos respeitados na maioria das modalidades de esportes. 

Cada vez mais, aprendemos a arte de sorrir mesmo quando o mundo diz que não... pois nesses jogos olímpicos as mulheres estão dominando várias modalidades de esportes numa velocidade de fazer inveja a muitos homens.

A arte de sorrir cada vez mais que o mundo diz que não... viva Rebeca Andrade.

A arte de sorrir cada vez mais que o mundo diz que não... viva Beatriz Souza.

A arte de sorrir cada vez mais que o mundo diz que não... viva as mulheres brasileiras.

A arte de sorrir cada vez mais que o mundo diz que não... viva o povo brasileiro.

Isso foi tudo para hoje. Ainda temos muitas emoções pela frente, então é vida que segue!


quinta-feira, 25 de julho de 2024


 JOSÉ VITOR 

“A vida é como um vapor que aparece um pouco e logo se desvanece”. Tiago 4:14

José Vitor, gravidez esperada e curtida e vivida por José Carlos e Leonora que possui todas as características de sua mãe Dona Joana, de saudosa memória, de Wallace, seu irmão e toda família.

José Vitor, que esperou o Natal chegar para nos presentear com o seu nascimento no dia 25 de dezembro de 2000, num dia memorável para toda família.

José Vitor, criança que brincava (davam um tremendo trabalho) no parque da cidade com o seu primo e amigo inseparável a quem chamava de Dudau, pois tinham a mesma idade com diferenças de alguns meses e ele era chamado de Dudé.

José Vitor, menino que cresceu e bastante, diga-se de passagem e por várias vezes, perguntei: - você já pensou em jogar basquete? E ele sempre dizia que não era bem o que ele queria.

José Vitor, adolescente como todos os outros, repleto de qualidades e com todas as adaptações que acontecem nessa transição do adolescer.

José Vitor, o jovem que se tornou um jovem talentoso na arte de grafitar, criar gravuras em murais, pois talento não lhe faltava.

José Vitor, filho, irmão e neto desejado e amado, mas que carregava dentro do peito a vontade imensa de se realizar através do seu talento.

José Vitor, único que guerreava todos os seus com suas próprias lutas, algumas conhecidas, outras não, mas sempre indo adiante.

José Vitor, que após vencer essa etapa na vida, agora se tornou saudade e lembranças do seu sorriso, sua voz grave, do seu talento, de suas amizades em especial com seu primo Dudal, dos seus pais, irmão, cunhada, sobrinha, tios,  tias e de sua avó Maria, que em todos os nossos encontros mencionava o seu nome como alvo de suas constantes orações.

José Vitor, você deixou saudades... dessa saudade que dói, da lembrança que ficará para sempre nos nossos corações até no dia que nos encontrarmos outra vez.

José Vitor, não teremos mais sua presença, mas guardaremos para sempre nos nossos corações o quanto foi importante ter você por 23 anos... queríamos muito mais, mas como não foi possível, seremos para sempre gratos por sua vida.

José Vitor... descanse em paz e te amaremos para sempre!

domingo, 21 de julho de 2024


Mais um dia amanheceu...

Acordar cedo todos os dias é um misto de prazer que tem se repetido há muitos. Estar vivo é um motivo de alegria; levantar com certeza sem sentir dores como muitos sentem e não me tenham como exibido, mas venho tentando como posso tratar com carinho e cuidado do meu corpo, para protelar certos sintomas e saber que enfrentarei mais um dia de trabalho, também me traz certo bálsamo, pois muitos foi o que escolhi como profissão e não posso deixar de ser grato.

Arrumar o quarto, após uma noite com uma temperatura amena, não sem antes dar uma olhada na biblioteca e tentar fazer um cálculo mental de quanto tempo preciso para ler os livros que ali se encontram e que estão relacionados a nova perspectiva de vida que desejo para o meu futuro.

Depois de divagar nos meus pensamentos, agora é hora de levantar e tomar um bom banho, não totalmente gelado, mas como alguns diriam temperado para dar aquele retoque final na mochila e pegar o inseparável mal do milênio para sair para o trabalho. Falo do celular!

Como moro no quarto andar, preciso sair da minha casa e além de trancar a minha porta, tenho que passar por um portão de ferro que foi instalado como segurança dos dois apartamentos do andar. Segundo os moradores antigos, todo cuidado é pouco, pois ninguém está livre de infortúnios. Passando pelo portão e depois de trancá-lo, desço as escadas que é uma mistura de mármores com cimento e que ficou um acabamento bem interessante e antiderrapante.

Ainda está bem escuro, pois não passa das cinco horas da manhã e normalmente encontro-me com uma policial, bem novinha de poucas palavras e que mal responde ao meu bom dia de todos os dias, mas isso não importa, pois faço a minha parte. Na portaria como sempre estão os rapazes que trabalham em sistema de revezamento e sempre muito simpáticos, nos cumprimentamos e fico literalmente na frente do meu condomínio.

Quando chego lá, encontro meus amigos de ônibus: Antônia*, que trabalha numa clínica; Juliana*, é professora no Município da Serra e Gilson*, trabalha numa empresa de concretagem e assim formamos o quarteto que atravessa a rua e passamos por um valão que corta o bairro e do outro lado da pista, aguardamos o nosso coletivo. A nossa conversa é sempre muito animada e quando não gira em torno de futebol, escola, doenças, política... falamos sobre as novidades do condomínio.

O percurso da minha casa até o terminal de Vila Velha é de pouco mais de dez minutos. São duas linhas de ônibus que passam quase ao mesmo tempo: um vindo de Itaparica (610) e o outro do Ibes (606). Sempre embarcamos no 606, pois mesmo não sendo refrigerado o povo praticamente se conhece e adoro ficar ouvindo a conversa dos passageiros.

Antes de chegar ao terminal, a melhor parte fica com as conversas que ouvimos no ônibus. Algumas mulheres ficam quase que histéricas pois o motorista insiste em parar no mesmo ponto do outro coletivo, pois elas precisam chegar cedo ao terminal para embarcar para o outro município. E elas ficam falando e torcendo e falando, mas o melhor é quando chega no ponto final. O povo como se estivesse participando de uma corrida de 100 metros e quem ficar no caminho, com certeza será atropelado.

O interior do terminal é uma grande graça. Você consegue ver de tudo... desde uma mulher que agride a fiscal por ela ter um caso com o marido dela. É o sujeito que veio de uma noitada e totalmente bêbado, não quer pagar a passagem. Uma certa pessoa visivelmente drogada resolve fazer discurso, dizendo ser a pessoa mais honesta do mundo e que não deveria ser julgada pela roupa, era honesta e poderia provar. Tudo isso em pouco mais de dez minutos numa fila do terminal.

Nessa altura das aventuras entramos no interior do veículo para fazer um percurso de pouco mais de quinze minutos. Passamos pela APAE de Vila Velha, logo adiante pelo belo e majestoso templo do Santuário do Divino Espírito Santo e sem muito esforço chegamos a praça central da cidade onde fica o famoso Titanic, onde funcionou uma escola municipal e que fica em diante da Escola Vasco Coutinho, uma referência em estudo profissionalizante.

Descendo um pouco mais pela Champagnat, passamos pelo tradicional Colégio Marista que com seu bonito prédio com sua arquitetura que lembra os anos início do século passado e por onde passaram algumas personalidades do nosso estado. Logo em seguida, alcançamos o viaduto da Segunda Ponte, passamos sob ela e mais alguns metros atingiremos a Segunda Ponte, pela Avenida Hugo Musso, se não passarmos pelo espaço onde funcionou durante um tempo o Habib's e me parece que o imóvel foi devolvido ao proprietário.

Entrando pela Rua Ceará, logo alcançamos à Rua Dr. Jairo de Matos Pereira e passamos em frente a simpática Igreja Betânia de fachada bonita, apesar da rua ser bem suscetível a alagamentos em tempos de fortes chuvas, mas logo alcançamos a Terceira Ponte. Na primeira subida conseguimos enxergar o imponente Morro do Moreno à direita e na esquerda o Consagrado e visitado Convento da Penha de onde podemos enxergar toda Vila Velha e uma boa parte da baía da Grande Vitória.

Na medida que chegamos no vão central da ponte, a esquerda temos o Quartel do Exército e à direita avistamos toda a parte que vai dar em mar aberto e assim podemos ver a Ilha do Boi e uma visão bem tímida o complexo do tubarão e na minha opinião essa é uma das melhores vistas que temos na Grande Vitória.

Terminando de atravessar a ponte, entramos em Vitória e o dia começa a amanhecer e após passar pelo Ministério Público e Instituto de Previdência dos Servidores Estaduais, chegamos em frente ao prédio da Secretaria de Estado da Educação onde desço, atravesso a rua e vou tomar o meu café de todas as manhãs na lanchonete do Domingos, mas isso é uma história que vai ficar para outra oportunidade e você não vai querer perder.

É isso por hoje... é vida que segue...

quarta-feira, 26 de junho de 2024



O ser humano é um quadrúpede de dois pés
(Conversas de ônibus)

Quem nasce no interior de uma cidade como Cachoeiro, numa época em que os carros eram exclusividade de poucos e quando alguém passava adoecia se pedia favor a um vizinho ou então ligava para o SAMU – Serviço Médico de Urgência que se encarregava de transportar o doente. Tempos difíceis, porém, bons tempos.

Quando me mudei para o Rio de Janeiro, no início da década dos anos oitenta, cheguei naturalmente na cidade com aquela mentalidade do interior, mas de início fiquei empolgado com a quantidade de ônibus que passavam pelo Seminário do Sul do Brasil, encravado ao final da Avenida José Higino, 416, bairro Tijuca.

Minha primeira tarefa era aprender a andar de ônibus na cidade, considerando que os carros azuis da CTC, além de barulhentos, os motoristas e cobradores não tinham muita paciência com os passageiros e confessos que passei por vários apertos, além de custar entender que haviam linhas que iam num sentido e na volta passavam por outros lugares, pois naquela época estavam construindo a estação do metrô que chegava na praça Saens Pena.

Pode parecer loucura, mas comecei a gostar da ideia de entrar no coletivo e sentar no cantinho, todo encolhido com medo de assalto e ir até o final do Forte em Copacabana, apenas para conhecer as belezas da Cidade Maravilhosa. Essa era a nossa diversão no interior: dar uma volta de ônibus. Alguns amigos me chamam de louco por preferir andar de ônibus até os dias de hoje.

Fui conhecendo aos poucos a cidade e tenho uma amiga que mora na região próxima de Bangu e nos primeiros finais de semana ia para sua casa e o trajeto era bem interessante, pois embarcava no 638, que saía da Praça Saens Peña e dava uma volta ao mundo e duas horas depois, quando não enfrentava engarrafamento chegava a Marechal Hermes e embarca para Bangu e lá chegando irá para Santíssimo. Levava no mínimo três horas dentro de três ônibus.

Não dá para deixar de registrar que Deus sempre envia anjos que vão adiante de nós preparando os nossos caminhos e nesse caso preciso citar uma pessoa mais que amiga, verdadeira irmã e querida, Jorgina Ferreira Vieira da Ponte que morava com sua família em Santíssimo. Eu a conheci dias antes de viajar para o Rio e fui acolhido por ela todos os meus primeiros finais de semanas na Cidade Maravilhosa. Sou grato pelo carinho e acolhida que marcaram para sempre a minha vida.

Eu adorava, pois, cada viagem me proporcionou uma emoção diferente, mas como nem tudo é festa: quando tinha jogo no Maracanã a emoção era doída; as pessoas se espremiam. Era sonora, pois as cantorias das torcidas eram vibrantes, isso sem contar com os elogios que o motorista da vez recebia. Como não poderia deixar de ser ardida, pois o “cheiro” exalado num coletivo “apinhado” de gente num calor de quase 40 graus, era difícil de suportar. Isso não dá para esquecer!

Foram praticamente 15 anos rodando pelo Rio de Janeiro de ônibus, ora morando na Ilha do Governador ou no Anil em Jacarepaguá. Foram viagens bem interessantes, mas o que mais chamava a atenção eram as histórias que aprendi a ouvir dos cariocas. Aliás, devo registrar que com todo respeito aos demais estados, gosto do jeitão descolado do carioca de ser: tá bom meu irmão; não acredito... tô indo pra lá e te levo; só se for agora. Isso sem contar as muitas histórias que ouvia nos coletivos.

Certa vez quando morava no bairro Cacuia na Ilha do Governador e naquela época precisava sair bem cedo de casa para embarcar no ônibus que fazia Freguesia x Saens Pena, pois, precisa chegar bem cedo no Colégio Batista Shepard, ouvi uma conversa entre dois homens que reclamavam da educação das pessoas e um deles saiu com essa frase: “o ser humano é um quadrúpede de dois pés”.

Permaneci quietinho no meu cantinho ouvindo o desenrolar da história para entender o motivo daquela frase que saiu com um sentimento de pesar e ele começou a explicar o que havia acontecido no dia anterior: ele estava sentando e fez ameaçou levantar para oferecer lugar para uma senhora que foi extremamente agressiva, dizendo coisas do tipo: não quero sentar, não sou deficiente, não lhe pedi nada, não preciso de ajudar sua e mesmo se eu precisasse não seria a você que me dirigiria. O homem estava arrasado.

Fiquei divagando sozinho nos meus pensamentos: o tratamento e respeito daquela mulher foi de um ser humano quadrúpede de dois pés, mas ainda bem que a maioria esmagadora  dos outros humanos são educados e não precisam ser comparados aos animais e o melhor de tudo é que você e eu, fazemos parte desse grupo.

Ainda hoje, quando retorno ao Rio, sempre gosto de andar de ônibus. Sei que isso parece meio louco, mas é uma oportunidade de ver a cidade a partir de um coletivo e como os tempos são outros as pessoas não conversam com menos vontade do que nos tempos passados. Cada pessoa pega o seu celular e viajava pelas telas e confesso que pelo fato de não ter meus reflexos apurados como antigamente, prefiro pegar o meu livro e mergulhar na medida do possível nas minhas leituras... mas sempre com os olhos no livro e ouvidos nas histórias.

É isso por hoje... é vida que segue!

 

 





domingo, 23 de junho de 2024


Gratidão...

Já fui levado a vários lugares pela música... mas fui!

Já cantei em várias escolas diante de alunos extasiados assim é a arte... mas cantei!

Já permaneci em palcos que deixaram o meu emocional em desespero, pela responsabilidade... mas permaneci!

Já toquei para plateias que me paralisaram diante dos ensaios de vaias, sim isso foi num festival de música há anos na cidade maravilhosa... mas toquei!

Já participei de diversas cantatas algumas como narrador, solista, corista e nos bastidores... mas participei!

Já reencontrei vários amigos em apresentações memoráveis e inesquecíveis... mas que maravilha ... sim, reencontrei!

Já vibrei com em várias apresentações, mas em nenhuma delas foi tão prazerosa como essa na Catedral de São Pedro com o Coral Viva Você... pois tive a honra de ter no público, parte da minha família... minha querida mãe e irmãs.

Sou grato a Deus pela presença delas e a minha noite brilhou com mais intensidade.

Sou grato a Deus pela música ter entrado em nossa família através de Dona Maria Gomes que cantava dia e noite os hinos do velho Cantor Cristão.

Sou grato a Deus pois nos tempos de adversidades, ela sempre levou muito a sério o hábito de cantar em lugar de murmurar.

Sou grato a Deus pela noite: obrigado Coral Viva Você (na pessoa de Nara Peres e todo grupo) obrigado Sueli Maria Gomes, Solange Gomez, por nos prestigiarem!

Está no momento de encerrar afirmando do fundo do meu coração... essa foi a minha melhor apresentação... devido a presença de vocês!

Gratidão... e com muito carinho!