Foi um saboroso final de sábado no bairro Morada de Laranjeiras, no município da Serra, Espírito Santo. Depois de vários meses e promessas de visitas, finalmente conseguimos reunir uma parte da família.
Foi encontro de gerações e, para variar, muitas histórias vividas e relembradas com muito carinho. Não contamos com a presença do tio Francisco, pois ele estava viajando para socorrer outra parte da família. As famílias antigas são enormes...
Foi um tempo de relembrar histórias do menino que levava marmita ao ponto de ônibus, próximo ao Cine Broadway, para o tio Francisco pegar no coletivo que passava na Marbrasa...
Lembranças do tempo em que o menino, sempre miudinho, acordava cedo para ir à Santa Casa de Misericórdia fazer algum exame ou pegar alguma encomenda e, ao final, era presenteado com café e biscoitos Maria. Naquele tempo, comer biscoitos era coisa muito fina...
Foram momentos de rememorar os tempos de militância pelos ideais de classe como estudantes e professores, e das peripécias da juventude na igreja — mas sempre do lado dos menos favorecidos ou daqueles quase sem voz nenhuma...
Quem visita casa de músicos naturalmente não pode ficar sem música de altíssima qualidade — e, nesse caso, com a minha querida prima, cantora, compositora e exímia violonista, Flavinha, que na intimidade é chamada carinhosamente de Guingo...
O ambiente exalava uma conversa gostosa sobre o direito das mulheres de batizar, projetos saindo do forno, música nova rolando na sala e, ao fundo, o som do baixo “escapando” através dos acordes vindos do quarto, fruto dos retoques finais do primo Júnior para sua apresentação no show da noite. Isso é que é vida...
Depois de revisitar histórias do passado e do presente e fazer alguns registros fotográficos de zoeira com mamãe e tia Babá (para Fabiane), encerramos a visita — mas antes rolou um maravilhoso café com um bolo de banana dos sonhos, levado por tia Dulce e Pollyana. Confesso que ficou registrado na minha memória gustativa...
Ao final da visita, pastor que se preza termina com um momento de oração em família — e foi delicioso. São esses encontros que, particularmente, me fazem refletir sobre a importância da família num tempo em que as pessoas estão se afastando por motivos que merecem um outro texto.

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