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domingo, 23 de junho de 2024


Gratidão...

Já fui levado a vários lugares pela música... mas fui!

Já cantei em várias escolas diante de alunos extasiados assim é a arte... mas cantei!

Já permaneci em palcos que deixaram o meu emocional em desespero, pela responsabilidade... mas permaneci!

Já toquei para plateias que me paralisaram diante dos ensaios de vaias, sim isso foi num festival de música há anos na cidade maravilhosa... mas toquei!

Já participei de diversas cantatas algumas como narrador, solista, corista e nos bastidores... mas participei!

Já reencontrei vários amigos em apresentações memoráveis e inesquecíveis... mas que maravilha ... sim, reencontrei!

Já vibrei com em várias apresentações, mas em nenhuma delas foi tão prazerosa como essa na Catedral de São Pedro com o Coral Viva Você... pois tive a honra de ter no público, parte da minha família... minha querida mãe e irmãs.

Sou grato a Deus pela presença delas e a minha noite brilhou com mais intensidade.

Sou grato a Deus pela música ter entrado em nossa família através de Dona Maria Gomes que cantava dia e noite os hinos do velho Cantor Cristão.

Sou grato a Deus pois nos tempos de adversidades, ela sempre levou muito a sério o hábito de cantar em lugar de murmurar.

Sou grato a Deus pela noite: obrigado Coral Viva Você (na pessoa de Nara Peres e todo grupo) obrigado Sueli Maria Gomes, Solange Gomez, por nos prestigiarem!

Está no momento de encerrar afirmando do fundo do meu coração... essa foi a minha melhor apresentação... devido a presença de vocês!

Gratidão... e com muito carinho!

sexta-feira, 21 de junho de 2024


O caso do cinto de Miguel*

Num passado não tão distante, às igrejas evangélicas tinham uma tradição de fazer em todos os anos no período do carnaval retiros espirituais que consistiam em escolher um local de preferência uma escola, onde passavam os quatro dias de folias longe do barulho.

Eis que uma certa igreja em Cachoeiro de Itapemirim que fica num bairro chamado aquidaban, nome indígena e que significa “entre rios, terras férteis e aguadas”. Essa igreja tinha tradição de fazer aquele tipo de retiro e os dias eram bem animados e as noites, melhores ainda.

Nas semanas que antecediam os retiros a comissão organizadora procurava preparar tudo: compravam os alimentos não perecíveis; separavam as equipes (limpeza, organização, cozinha) e os músicos preparavam seus instrumentos para suportarem quatro dias de intenso uso a todo volume.

Na sexta-feira, noite anterior à viagem a ansiedade era tanta que praticamente era quase impossível dormir, pois a cabeça girava em torno dos dias que seriam vividos no encontro. Tudo pronto, esteiras, lençóis, travesseiros, pratos e talheres, para os quatro dias. Não faltava nada e era só entrar no ônibus e deixar a imaginação ganhar forma de realidade.

Naquele retiro a escola escolhida foi numa região praiana do litoral capixaba, numa cidade chamada Piúma um município bastante aconchegante. Tudo pronto, ônibus cheio e carros preparados. Hora de viajar!

Ao chegar na escola, a divisão previamente feita foi colocada em prática: homens numa sala, mulheres com crianças noutra sala, mulheres sem criança numa terceira sala e cozinheiras separadas pois tinham que levantar muito cedo, para preparem o café da manhã.

O final de sábado foi muito legal, pois além do reencontro com os amigos, podíamos testar os nossos instrumentos praticamente com todo o volume sem pensar com os nossos vizinhos, uma vez que na igreja era impossível tocar à vontade e com liberdade, pois todo momento tinha um diácono pedindo para diminuir o som, caso contrário a polícia seria chamada por perturbação à ordem.

No sábado, tudo transcorreu normalmente, o programa da noite foi festivo e todos participaram alegremente e as brincadeiras (chamada de sociais) após a reunião envolveram toda juventude. A primeira noite parecia que nunca terminaria tamanha era empolgação da galera. Próximo as 23h, todos estavam nos quartos, mas dormir que era bom, isso só acontecia entre 2h e 3h da madrugada.

No domingo pela manhã, todos foram na EBD da Igreja local e à tarde uma partida esperada partida de futebol, predominante dominada pelos jovens “veteranos” enquanto os adolescentes e os mais novos se contentavam em assistir e se fosse ruim de bola servia como gandula, aquele que pega a bola quando sai de campo e naquele caso caia no mato.

Na parte da noite nos preparamos para o programa da noite na igreja e lá fomos nós. E segundo me contaram quando dois daqueles adolescentes chegaram no templo se lembraram que haviam esquecido o caderno e caneta para anotarem o sermão e resolveram voltar na escola para pegar o material.

Assim que chegaram na escola, entraram no quarto dos meninos, passaram entre os varais repletos de toalhas e algumas poucas peças de roupas, dentre elas uma calça jeans que parecia da marca Levis presa por um belíssimo cinto legitimo que o dono resolveu deixar secando para usar no dia seguinte.

Era um cinto de couro com uma fivela bem bonita e bem largo de acordo com a moda daquele tempo. Aqueles meninos olharam para o cinto e tiveram a bela ideia de adolescentes que não têm o que fazer: - vamos dar um nó nesse cinto? -Vamos! Respondeu o outro! Cada um segurou de um lado e como narraram, usaram toda a força que tinham para completar o serviço. Foi um daqueles nós chamados de cego, difícil de fazer e pior ainda para desatar. Ficaram felizes com a obra realizada e rapidamente voltaram para o templo religioso.

Chegaram normalmente no templo e assistiram toda celebração que fora maravilhosa e como o grupo era grande o retorno foi bem demorado, mesmo porque as brincadeiras no pátio da igreja foram até mais tarde do previsto, mas finalmente retornaram à escola e todos foram para os seus quartos.

Quando entraram no quarto, viram uma cena, daquela que jamais seria esquecida. O dono do cinto estava super indignado e dizia: - eu quero saber quem foi o moleque que fez isso? Se eu pego esse desalmado, ele vai ver o que é bom. Eu acabo com a raça dele. Fiquei sabendo que o rapaz estava tão nervoso que os seus lábios tremiam de raiva e as palavras saiam enroladas tamanha era a revolta.

Nesse momento entrou um grupo procurando apaziguar o rapaz superchateado e desejoso de esganar os autores daquela brincadeira sem noção e após muito tempo os ânimos foram acalmados e ele ficou lamentando no canto do quarto o seu cinto de couro danificado. Foi uma cena muito triste pois quando aqueles meninos pensaram na brincadeira não se atentaram para o quão prejudicial ela seria.

Os outros dias foram maravilhosos e até onde me contaram aqueles meninos não mais brincaram daquele jeito e pelo menos e penso que os participantes daquele retiro não ficaram sabendo de quem fora a autoria daquela brincadeira insana que apesar de ser traquinagem da adolescência, poderia ter causado uma confusão muito com consequências catastróficas.

Mas confesso que não sei ou melhor, claro que sei, mas não posso contar os nomes dos meninos que estragaram o cinto do nosso amigo que não se encontram mais conosco, mas foi um excelente companheiro de Conjunto, nome que se dava aos grupos musicais daquela época. Amigo, descanse em paz!

Pelo menos foi essa história que me foi contada, pois no dia da confusão tenho uma vaga lembrança de onde estava naquele momento... minha memória não está ajudando ou será que está sendo conveniente? Deixo a decisão com você....

É isso por hoje...

É vida que segue...

 * Nome fictício

sábado, 15 de junho de 2024


A velha Maria Fumaça na estação de Tiradentes... 

São muitas lembranças que passaram pela minha mente ao chegar nessa estação repaginada e pronta para levar os turistas para um passeio de trem ao estilo do passado. Fiquei impressionado com a locomotiva restaurada e que me trouxe lembranças que decidi compartilhar.

Lembranças de um passado longínquo... da velha estação de Cachoeiro de Itapemirim, desativada há anos.

Lembranças dos tempos de criança, quando viajávamos de Cachoeiro para Parada de Coronel Benjamin e Salgadinho para visitar os parentes.

Lembranças do meu saudoso pai que passou mais da metade de sua vida de trabalho na Rede Ferroviária Federal, antiga Leopoldina.

Lembranças de minha vó por parte de pai que era uma mulher de coração bom, mas conviveu muito poucos com os seus netos e permitiu Deus que ela morresse na viagem na estrada de ferro que ligava Vitória x Cachoeiro.

Lembranças de um tempo de infância que foi vivido em grande parte percorrendo os trilhos dos trens na estação da cidade ou nos tempos de férias que foram vividos em Ibitiruí e Matilde, distritos de Alfredo Chaves.

As composições dos três eram de madeira e quem viajava de primeira classe os bancos eram de uma espécie de plástico grosso e poroso e os bancos inclinavam timidamente através de uma alavanca. Na segunda classe, madeira maciça e sem nenhum conforto ou possibilidade de mexer nos bancos pois eram fixos.

Lembranças de viagens que eram abarrotadas de pessoas com tudo aquilo que precisavam carregar, desde malas, bolsas e animais comestíveis ou não e isso transformava o tempo do percurso uma grande aventura, agradáveis para uns e totalmente desagradáveis para outro.

Lembranças da "merenda" que alguns passageiros levavam com medo do descarrilamento de alguma composição, pois o mesmo trem que levava passageiros, também levava cargas e quando acontecia um acidente levava horas ou dias para recolocar os trens nos trilhos.

Lembranças das recomendações que recebia dos meus pais, quando viajava sozinho para ter cuidado e basicamente de nada adiantava, pois eu descia em todas estações e aventurava embarcar no trem em movimento. Claro que nunca contei isso, mas nunca é tarde para confessar. 

Lembranças e saudades do meu velho pai, que deu muito de sua vida e trabalhou muito duro dias e noites no frio e chuvas, mas forçado a se aposentar por ter sofrido um AVC, trabalhando e saiu como um homem honrado e que fez amizades que foram honradas até o seu último momento de vida.

Lembranças que foram trazidas do fundo do meu coração com um gostinho de saudades boas de tempos que foram vividos com toda intensidade e quando veem à mente, acontecem de maneira gostosa como forma de agradecimento por ter vivido a história que Deus reservou para nossa família.

É isso por agora, pois outras lembranças com certeza virão... aqui ou em qualquer outro.

A Deus toda louvor e honra.


quarta-feira, 22 de maio de 2024


Encontros e despedidas...
(Homenagem póstuma aos coristas Jones, Rosângela, Creuza e Sr. Arnaldo)

Na canção encontros e despedidas, Milton Nascimento consegue de uma forma bem natural traduzir as dúvidas e questionamentos que enfrentamos todos os dias da nossa existência. A vida é uma eterna sucessão de chegadas e partidas.

Estou no Coral Viva Você, desde 2018 e por todos esses anos tive a honra de conviver com pessoas que alegraram as minhas segundas e quintas nos ensaios e confesso que pelo meu jeito de ser “brincalhão” tive a oportunidade de viver excelentes momentos nas diversas cidades e locais em que nos apresentamos.

Participamos de um encontro internacional de coros em Guarapari num sábado pela manhã. Saímos de Vitória bem cedo e no ônibus sempre existe uma interação entre os coristas e percebi uma carinha nova no grupo com ar de preocupação e fui informado que ele seria o solista da canção “Stand By Me” com o Coro. Acho que a descontração do grupo, tirou um pouco do peso dos ombros do jovem, embora ele continuasse preocupado.

Nosso encontro em Guarapari, foi um dos mais interessantes que participei, pois além de ser ao ar-livre, os grupos se revezavam numa dinâmica toda diferente e confesso que me agradou bastante, pois além de cantar no meio do povo e para o povo, logo me lembrei da frase “todo o artista tem que ir onde o povo está”, de Milton Nascimento.

A canção Stand By Me, foi interpretada pelo jovem solista, naturalmente um pouco nervoso, mas o seu brilho foi evidente considerando os aplausos que recebeu como reconhecimento pela apresentação com todo o grupo. Devo confessar que gosto dessas apresentações que proporcionam essas interações.

Após a festa em Guarapari, cantamos em outros eventos e sempre com a presença do nosso solista e o ápice ao meu ver foi justamente o aniversário de 15 anos do Coral Viva Você e sua apresentação foi simplesmente sublime e brilhou juntamente com todo o grupo.

Bem a festa acabou e chegamos no momento das despedidas e assim fizemos quando terminou a festa do Décimo Quinto ano do nosso coral, mas fizemos a solene promessa de que juntos estaríamos no final do ano de 2023 e nos desafios que 2024 nos reservava.

Os planos são nossos, mas a resposta vem de Deus e Ele tinha outros planos para o nosso jovem corista embora nossa cabeça ainda esteja confusa, porém, vamos lutando para entender os desígnios de Deus e sabemos que isso leva tempo.

Sua chegada como jovem promessa foi sorrateiramente, demonstrou um grande potencial e brilhando sempre muito discreto nos bastidores que é o local onde realmente nos conhecemos e deixamos nos conhecer.

Jones, era um aluno especial e exemplar cheio de sonhos e talentos. Sua voz era inconfundível que além do brilho nos contagiava. Sempre disposto, dedicado, amável, simples e temente a Deus. Seu talento e garra ficarão para sempre guardados em nossos corações.

Entendemos que morrer faz parte de nossa história, mas como alguém já disse que em tempos de paz os filhos sepultam seus pais, mas em tempos de guerra os pais sepultam os seus filhos e imagino o quanto isso seja duro.

Nessa oportunidade quero mencionar pessoas que fizeram parte de nosso coro, desde o tempo que participo e que, mas deixaram marcas profundas em nossos corações: menciono nossa saudosa amiga Rosângela, que com sua calma e paciência foi um membro atuante em nosso coro além de trabalhar bravamente nos bastidores ajudando a administração. Como essa perda foi sofrida.

Creuza, de saudosa memória cantava em outros coros e sempre e por inúmeras vezes tivemos oportunidade de conversar no pátio da Secretaria sobre algumas histórias engraçadas dos primórdios do nosso coral e assuntos do nosso trabalho em geral. Foi a perda de uma colega de trabalho e corista muito sentida, diria quase inacreditável.

 Sr, Arnaldo, provavelmente tenha sido um dos coristas de mais idade que nosso coro tenha recebido. Era um homem que tinha uma experiência de cantar na noite e gostava de impostar a voz como se estivesse cantando bolero. Era divertido e foi uma pessoa que marcou presença durante o tempo que esteve conosco. Foi um bom parceiro e que gostava de contar histórias.

 Descansem em paz... Jones Caetano Muniz, Rosangela Lourenço Ribeiro, Creuza Maria de Jesus Vieira e Sr. Arnaldo Leal de Castro, nossa homenagem e reconhecimento pelos bons tempos de convívio no nosso querido Coral Viva Você!!!

 


 

segunda-feira, 13 de maio de 2024


Maria José...

Nome composto... de dois personagens da história Bíblica.

Maria... mulher que não fugiu e não praguejou quando soube que fora escolhida por Deus para uma grande missão, a mais nobre da existência de todas as mulheres de todos os tempos.

José... um homem que mesmo tendo dúvida a princípio quanto a gravidez de Maria, sua mulher, não hesitou recebe-la como sua esposa quando teve consciência do plano de Deus.

Maria... uma mulher que guardava todas as coisas no coração, mesmo não entendendo os planos, atitudes, parábolas do filho que seria o Salvador do mundo, morrendo pelos nossos pecados.

José... obediente que foi seguiu ensinando seu oficio ao seu filho e durante toda sua vida e entrou para a história como o homem que não hesitou em ter a honra de receber o nome o nome de pai terreno de Jesus.

Maria... sempre ela, foi até os últimos momentos da vida daquele que seria o mais famoso filho de todos os tempos, provando assim de uma vez por todas que a verdadeira mãe, jamais abandona seu filho.

Maria José... assim como eles foram presenteados por viverem e cuidarem de Jesus criança, adolescente e jovem.

Maria José... somos gratos a Deus por Ele ter nos presenteado com sua presença e o seu jeito todo especial de ser.

Maria José... ativa, preocupada, afobada, amiga, correta, afetuosa, bondosa, carinhosa, brava, responsável, altruísta e que ama o próximo.

Zezé... presente de Deus... para nossa equipe... para sua família... para sua mãe... para o seu marido... seu filho... sua nora... sua neta... irmãs... irmãos... cunhados e cunhadas.

Receba o carinho e gratidão de nossa equipe e o desejo de que Deus continue abençoando sua vida dando porções dobradas de dias, saúde e alegria que a todos encanta.

 Feliz aniversário!!!

domingo, 12 de maio de 2024


MÃES DA SUBGERÊNCIA DE PATRIMÔNIO DA SEDU... PARABÉNS!!!
(A mãe mais jovem e a mais experiente da nossa Subgerência)

Somos uma equipe que faz parte de um grupo maior, mas quero me dirigir especificamente, às meninas da nossa Subgerência.

Nessa equipe temos algumas mães que não irei identificá-las, mas apenas citá-las como protagonistas do dia nomeado como dia das mães. Se você for um bom observador, logo saberá de quem estou falando.

Temos na nossa equipe mãe durona. Daquele tipo que não tolera nenhum deslize nas notas da criança, pois acha que isso vai prejudicar o futuro brilhante que ela terá pela frente ao ingressar numa escola de ensino técnico.

Temos mãe que passa o tempo inteiro pensando no filho: como ele está? Será que foi ao médico? Viajou bem e já chegou, mas ainda não deu notícias! Fico preocupada o tempo inteiro com ele e parece, mas parece que ele vive em outra dimensão.

Tem mãe que aparentemente vive tranquila, é preciso chegar bem perto e conversar longas horas para entender minha fala, mas por dentro é um furacão em forma de uma pessoa dócil e competente, mas vive o tempo inteiro em Vitória com Victoria.

Mas curiosamente temos na nossa equipe, filhas que se tornaram mães daquelas que um dia ofereceram todo cuidado aos seus filhos e filhas. Alguém disse que pela lei natural das coisas os pais vão primeiros, mas como não existe a lei natural das coisas, enquanto temos mães, devemos valorizá-las.

Sou grato a Deus, quando vejo a dedicação (que me toca e emociona) de Zezé para com sua mãezinha querida. Uma mulher que lutou sozinha na criação de vários filhos num local de difícil acesso e que agora recebe o cuidado e carinho da filha. Isso se chama gratidão!

Sou grato a Deus, quando vejo a preocupação de Bruna com sua filha e o quanto tem aprendido a lidar com a adolescência de uma adolescente (totalmente light) que está começando a viver a fase mais empolgante da vida. Isso se chama desejar o melhor para o futuro!

Sou grato a Deus, quando contemplo a dedicação de Roseni com suas meninas as vezes teimosas (mãe e tia) levando-as ao médico, tentando aconselhar (a parte mais difícil) e administrando todas as medicações dos receituários médicos... tarefa bem difícil. Isso se chama cuidado e zelo pelas idosas!

Sou grato a Deus pela vida de Cely, pelo tempo de dedicação a sua saudosa mãe e hoje vive de saudades de um tempo bom e hoje, procura ajudar os parentes de perto e de longe do nosso estado. Isso se chama reconhecimento e gratidão... e muitas saudades.

Sou grato a Deus pela vida de nosso Chefe Matheus por um fato que chamou a minha atenção quando numa conversa informal quando ele disse que liga todos os dias para sua avó para conversar e ouvir histórias (algumas repetidas) há anos, pois sabe o quanto isso é importante para ela.  Isso se chama honrar a quem merece honra.

Minha gratidão... às mães dos meus colegas de trabalho de toda GEAD que se foram, mas deixaram marcas nos filhos que conosco convivem. Hoje, sem dúvidas foi um dia de inúmeras lembranças que trouxeram muitas lágrimas.

Minha gratidão... às mães que vivem e  nos influenciam marcando nossas vidas, dia sim e outro também! São mulheres valentes que se superam para darem aos filhos aquilo que elas nunca possuíram, mas lutam para que eles vão além dos alvos por elas alcançados.

Sou grato por Deus ter me dado uma mãe a quem posso amar, me dedicar e oferecer todo o meu carinho, respeito e gratidão por tudo que ela fez e ainda faz por todos os meus irmãos ao longo dos seus 86 anos de vida. Uma vida dedicada ao esposo, filhos, netos e bisnetos. Obrigado, minha querida mãe!

E como dizia certa poetisa: dá-me uma rosa, enquanto estou viva! Esse tempo de oferecer carinho se chama... hoje... agora.

Feliz dia das mães!!!

 


sexta-feira, 19 de abril de 2024


E o menino virou gente grande...

Era uma quarta-feira no ano 2000, uma manhã bem quente na cidade de Cachoeiro de Itapemirim e havia uma ligeira agitação no seio da família, pois minha irmã mais velha havia saído de casa no meio da noite quando as contrações começaram a ficarem mais fortes e diminuírem os espaços entre uma e outra.

No quarto deitado sorrindo como sempre fazia quando estava nervoso com a possibilidade de bons acontecimentos, estava o meu velho pai “seu Osmani”, na expectativa de se tornar avô mais uma vez e era um misto de colocar as mãos na boca e alisar os seus vastos cabelos, totalmente brancos, mas sem nenhum sinal de calvície. Homem de sorte, diriam alguns.

Em outro espaço da casa estava “Dona” Maria, agitada como de costume, fazendo três ou quatro coisas ao mesmo tempo em que cuidava do café da manhã, vigiava o neto Gabriel, atendia as ligações dos familiares tentando passar informações sobre o trabalho de parto da filha mais velha e ainda dava atenção ao filho mais velho, recém chegado de São José dos Campos. Uma verdadeira luta Hercúlea.

Muitas pessoas podem pensar que a casa estava em polvorosa e desorganizada, mas não era bem assim. Tudo estava ajustado e nos seus devidos lugares e naquele dia só as nossas emoções estavam ligeiramente fora do nosso controle, pois vivíamos a expectativa do nascimento de uma criança do sexo masculino que se chamaria Eduardo, nome escolhido pelo seu irmão que ansiava por um irmãozinho.

Finalmente a grande notícia: nasceu! Foi uma grande alegria e muita comemoração pelo nascimento do pequeno Dudu e logo a notícia se espalhou pelos quatro cantos da capital secreta do mundo e como o telefone fixo estava nos maioria das casas, dificilmente ele parava no “gancho”, os mais experientes entenderão essa fala.

Bem era necessário levar algumas roupinhas de bebê e no alto dos meus quarenta anos, acostumado a fazer o trajeto de minha casa até a rodoviária, correndo com uma mala nas costas, claro que eu seria a pessoa mais indicada para cumprir com a essa fácil tarefa e lá fui lá fui em com os “pés nas costas”.

No hospital quando entrei no quarto e segurei nos meus braços, tive a sensação de agradecer a Deus como Simeão e pedir que aquele menino pudesse trazer alegria à família, sociedade e pessoas com quem ele se relacionasse. E Deus foi infinitamente misericordioso.

A criança, como o mestre Milton Nascimento disse na sua música morro velho, crescia sempre pequenina, correndo pela casa e sempre disposta a tomar atitudes das mais inesperadas que normalmente as crianças tomariam. Fazia a alegria da casa, primeiro aprendendo todas as canções que ouvia no rádio e me lembro bem que ele repetia sem nenhum problema por não saber o significado e a egüinha pocotó, fez um certo sucesso na boca de um menino que subia e descia as escadas que ligavam a sua casa e a dos seus avós.

Ser o irmão e primo mais novo, acaba trazendo algumas desvantagens que normalmente os mais velhos adoram e muitas vezes tive que socorrer os meninos em função de apelidos que ele recebia, chacotas e o famoso “pedala Robinho” que nesse caso consistia apenas num tapa cabeça e confesso que era uma coisa bem chata e normalmente ele não gostava e muitas vinha reclamar com o tio Roberto.

Sou grato a Deus pela vida de Eduardo ou como é chamado simplesmente, Dudu. Isso porque desde cedo, sempre participava das festas dos seus colegas, sito porque era animado e tinha facilidade de fazer amizade com seus coleguinhas de escola. Com o passar do tempo o menino foi crescendo e demonstrando liderança junto às suas turmas tanto no ensino fundamental como no médio.

Sua vida continua sempre em buscas de novos desafios e como era de se esperar daquele menino que cresceu e se transformou num belo jovem, trabalhador e consciente de suas responsabilidades perante sua família e sociedade. Nasceu num dia em que existem muitas comemorações, mas garanto que a mais belas de todas elas é a lembrança e gratidão pelo nascimento de Eduardo Gomes Mariano.

Que o bom Deus continue abençoando sua preciosa vida e lembre-se sempre de que você é amado há muito tempo, bem antes do seu nascimento.

Bjs no coração... feliz aniversário...

É vida que segue!