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terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Todo fim de tarde é sempre assim…

Voltar para casa é um dos meus momentos favoritos. Mas, se você se precipitou em pensar que não gosto de trabalhar, está enganado…

Pensar na volta para casa é imaginar o retorno ao aconchego de um lugar que, por mais simples que seja, é o nosso cantinho — onde nos sentimos seguros e à vontade para mostrar quem realmente somos, sem máscaras.

Ao longo da minha vida, morei fora da minha cidade natal a maior parte do tempo e aprendi a recomeçar e a amar os lugares por onde passei: Rio de Janeiro, Ecoporanga, São José dos Campos, Cariacica, Dakar, no Senegal, e Lomé, no Togo (ambos na África). Nos últimos anos, tenho vivido em Vila Velha…

Tenho aprendido que você pode dar a volta ao mundo, mas o melhor movimento que sempre pode fazer é o de voltar para casa — especialmente para Vila Velha, pela Terceira Ponte.

É uma volta com sabor diferente, pois a ponte, além de encurtar o retorno para casa, encanta e me ensina lições que passam despercebidas em nossas lides diárias…

Aprendo que contemplar a Baía de Vitória me faz lembrar do verso bíblico: “Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos.” (Salmo19:1–2). Não consigo deixar de expressar o bem-estar que essa vista me proporciona.

À medida que o ônibus avança rumo ao vão central, avisto o complexo militar do 38º Batalhão de Infantaria General Tibúrcio, na Prainha, unidade histórica do Espírito Santo. Aprendo que, durante a Segunda Guerra Mundial, muitos soldados brasileiros deram suas vidas na FEB — Força Expedicionária Brasileira. Tive, inclusive, a oportunidade de conhecer o pastor João Filson Soren, capelão naquela campanha militar na Itália.

Ao atingir o terço final da Terceira Ponte, ao olhar para o Convento da Penha, localizado na Ladeira da Penitência — via de acesso ao Santuário, na Prainha, em Vila Velha —, percebo o quanto aquele lugar é sagrado. Muitas pessoas o visitam para pagar promessas e agradecer pelas graças alcançadas. São centenas de histórias que, com certeza, muitos poderiam — e gostariam — de testemunhar.

Ao concluir a travessia da Terceira Ponte, percebo que não é preciso muito esforço para compreender a bondade de Deus, mesmo após viver um ano turbulento, como foi 2025, com experiências que me levaram a uma profunda reflexão sobre a vida e sua brevidade.

Olhar para o mar, com a impressão de que ele se encontra com o céu, é uma visão que enche os meus olhos. E todo fim de tarde é assim… cheio de esperança de que, mesmo com a noite chegando, aquelas imagens permanecerão guardadas no meu coração.

É isso por hoje… é vida que segue!

 

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